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Paulo Estêvão demite-se da liderança do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira é o novo presidente

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/08/2017 Administrator

O Partido Popular Monárquico (PPM) informou hoje que Paulo Estêvão se demitiu da liderança do partido e que o atual vice-presidente Gonçalo da Câmara Pereira assume a presidência a nível nacional.

De acordo com o comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da Comissão Política Nacional, Paulo Estêvão, apresentou, no passado dia 12 de agosto, a sua demissão de um cargo que ocupou nos últimos sete anos a nível nacional, mas continuará a presidir e a coordenar o partido nos Açores, mantendo também o lugar de deputado no parlamento regional.

"O até agora vice-presidente, Gonçalo da Câmara Pereira, reúne, de acordo com a opinião unânime dos órgãos do partido, todas as condições para liderar o partido nesta nova fase da sua longa História", refere o PPM, salientando os seus 43 anos de militância.

Segundo o texto enviado pelo partido, Paulo Estêvão entendeu que, depois de já estarem entregues as listas autárquicas, "é útil abrir uma nova etapa no partido, que passa pelo reforço dos mecanismos de coordenação e iniciativa política no território continental do país".

"Essa tarefa não está, de acordo com Paulo Estêvão, ao alcance de quem reside e exerce funções parlamentares nos Açores (e vive na ilha do Corvo). Representa um imenso esforço que não lhe é possível manter por mais tempo, apesar de essa ser a vontade do partido", acrescenta.

Paulo Estêvão iniciou funções como presidente da Comissão Política Nacional do PPM em 2010 e é deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

"Durante este período, o PPM concorreu a todos os atos eleitorais. Nas eleições legislativas de 2011 e 2015, o partido logrou mesmo, pela primeira vez na sua história, concorrer a todos os círculos eleitorais do país. Em 2015 participou, também pela primeira vez, nas eleições regionais para o parlamento da Madeira. Nos Açores, o partido conseguiu manter-se, ao longo das últimas três legislaturas, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores", referem os monárquicos.

Estimando que nas eleições autárquicas de 01 de outubro o partido eleja "30 a 40 deputados municipais", o PPM considera que "o partido está em condições de reafirmar-se como um dos grandes partidos nacionais", salientando que foi fundado em 1974 e é um dos quatro que integrou o Governo do país na vigência da atual Constituição.

Paulo Estêvão manterá, na condição de ex-presidente do partido, assento em todos os órgãos nacionais do PPM, informa ainda o partido.

"Os órgãos do Partido agradecem a dedicação inexcedível do ex-presidente Paulo Estêvão, o desprendimento em relação ao exercício do poder de que dá novamente provas e o enorme contributo que deu à nossa organização ao longo de todos estes anos", acrescenta o comunicado.

Em 14 de maio, Gonçalo da Câmara Pereira assinou, em nome do PPM, um acordo de coligação com o CDS-PP e o PPM para a Câmara Municipal de Lisboa e elogiou a "experiência académica, social e política" da presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, mas considerou que, "acima de tudo", a candidata é "uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas pode trabalhar e ter filhos", já que "não descurou o trabalho e não descurou a casa".

Nessa ocasião, o vice-presidente do partido monárquico pretendeu estabelecer uma analogia entre a mulher e a cidade, afirmando que Lisboa é, neste momento, "agradável à vista e fotogénica, mas de espartilho e saia travada": "Com dificuldade em respirar e andar, não trabalha e vive da foto", disse.

"Como mulher, a doutora Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, calças que ultimamente não se sabe onde andam, custam a ver", afirmou Gonçalo da Câmara Pereira.

Em resposta ao vice-presidente do PPM, Assunção Cristas disse que tem "calçado botas e calças de ganga muitas vezes, para estar nos bairros sociais junto das pessoas que não conhecem visitas por parte do executivo camarário, excetuando da polícia quando é para os pôr fora das suas casas".

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