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PCP/Açores promete lutar por "viabilização" da açucareira Sinaga

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/10/2017 Administrator

O coordenador do PCP/Açores, Vítor Silva, defendeu hoje a "viabilização da Sinaga", disponibilizando-se a tomar medidas ao nível "regional, nacional e europeu" que evitem o encerramento da açucareira.

"No próximo orçamento regional para 2018, o PCP vai voltar a apresentar uma proposta em relação à viabilização da Sinaga, mas dizemos mais aos trabalhadores da Sinaga: do ponto de vista da nossa intervenção, vamos fazê-lo não só na região, através da Direção Regional do partido, como da nossa representação parlamentar, mas também o vamos fazer na Assembleia da República e no Parlamento Europeu", disse Vítor Silva aos jornalistas, após uma reunião com os sindicatos representativos dos trabalhadores da Sinaga que decorreu hoje em Ponta Delgada.

O líder do PCP/Açores considerou que a empresa "é importante" do ponto de vista "histórico, estratégico" e "do desenvolvimento de um setor produtivo" e sublinhou que é a "única empresa no país que trabalha com a beterraba".

Vítor Silva denunciou ainda "alguns problemas laborais" que afetam os cerca de 70 trabalhadores da empresa, que vivem uma situação "difícil de constante intermitência sem saber o que vai acontecer amanhã".

"Esses trabalhadores, que já estão sujeitos a uma carga psicológica tão intensa, ainda sofrem situações como o não pagamento das horas extraordinárias, o não pagamento do trabalho noturno, o não pagamento correto do subsídio de alimentação", afirmou.

O dirigente comunista acusou ainda a inspeção regional de trabalho de não atuar, garantindo que "tem conhecimento" da situação, e desafiou "a própria administração regional a provar que atua de forma igual em todas as circunstâncias".

"O PCP vai apresentar já na próxima semana um requerimento para saber por que é que estas situações não estão regularizadas já e por que é que a inspeção de trabalho não atua no setor público empresarial regional como atua sobre o setor privado. Não podemos ter dois pesos e duas medidas quando as situações são exatamente as mesmas", disse.

Vítor Silva espera que o secretário regional da Agricultura, João Ponte, "perceba que é possível viabilizar a Sinaga" e que transmita isso mesmo aos trabalhadores da açucareira numa reunião agendada para a próxima semana.

"A economia da região não se pode sustentar única e exclusivamente no setor do turismo, nós temos de ter alicerces e o alicerce é o setor primário, a agricultura, a pesca", afirmou.

Vítor Silva referiu que a Sinaga é "uma das empresas referência" dos Açores e considerou que se pode fazer "muito mais e muito melhor" pela açucareira.

"Parece que nos últimos tempos quase que dá ideia de que se quer que as coisas corram mal porque depois é mais fácil, uma má imagem da Sinaga na opinião pública favorece a situação de encerramento e essa nós não queremos", acrescentou.

O Governo dos Açores autorizou em setembro um aval de 1,75 milhões de euros à açucareira Sinaga, de acordo com uma resolução que referia um "processo de reorganização financeira" na empresa, prevendo a reestruturação do passivo.

A empresa, adquirida pelo Governo dos Açores, tinha, no fecho de contas de 2015, um passivo na ordem dos 25 milhões de euros, sendo que 20 milhões eram passivo bancário.

Em novembro do ano passado, o secretário regional João Ponte anunciou que uma solução para a empresa seria conhecida dentro de seis meses.

Falando no parlamento regional, João Ponte considerou que "manter a situação atual não é sustentável, nem é possível", garantindo que o executivo regional estava "pronto e disponível para ser parte da solução" do futuro da empresa que, tendo sustentabilidade, "não pode ficar assente apenas na componente pública".

Segundo uma nota de imprensa do executivo regional de agosto, João Ponte quer revelar na reunião que terá com os trabalhadores da Sinaga, "em primeira mão, qual será o futuro da açucareira", que passa "pela manutenção e não pelo fim da empresa".

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