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PCP avisa ser "cada vez mais difícil" Governo reduzir impostos aos trabalhadores

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O líder do PCP avisou hoje que "será cada vez mais difícil" cumprir os objetivos de redução de impostos dos trabalhadores pelo Governo do PS, que não consegue romper com "um conjunto de constrangimentos".

O aviso foi feito por Jerónimo de Sousa numa sessão pública, em Lisboa, sobre política fiscal e em que fez a denuncia de o executivo socialista não estar a romper "com um conjunto de constrangimentos", nem a questionar os "privilégios dos grupos económicos" para permitir "um novo rumo" para Portugal.

"Será cada vez mais difícil construir um quadro político e financeiro que permita o cumprimento de metas orçamentais, a redução de impostos sobre os rendimentos e o consumo dos trabalhadores e da população que se impõe", disse Jerónimo, que foi dando mais exemplos.

Para o líder comunista, "será muito difícil corrigir o brutal aumento de impostos" do Governo anterior, do PSD/CDS, como "será muito difícil" ter "recursos públicos que invertam de forma sustentada o declínio e a degradação dos serviços públicos" ou ainda "dinamizar o investimento público" para potenciar o crescimento do país.

Segundo Jerónimo, "não é possível continuar um discurso que promete o corte de impostos sobre rendimentos dos trabalhadores e sobre micro, pequenos e médios empresários", lançando sobre eles impostos sobre o consumo, para "compensar a perda de receita".

Na sua intervenção, o secretário-geral comunista apresentou algumas propostas que vai defender para o próximo Orçamento do Estado, a começar pelo aumento do número de escalões do IRS, reduzir a tributação de rendimentos mais baixos e agravando os rendimentos mais elevados.

O PCP vai ainda sugerir "a possibilidade de redução dos impostos sobre o trabalho", propondo ainda um "aumento em dois pontos percentuais da derrama estadual para as empresas com lucros tributáveis superiores a 35 milhões de euros, passando-a para 9%".

Além do mais, a proposta dos comunistas passa também pela criação de um imposto sobre o património mobiliário e "alargar a tributação dos grandes patrimónios às ações, obrigações e outros títulos financeiros associados à acumulação de riqueza".

Estas são propostas que, segundo Jerónimo de Sousa, devem dar seguimento ao que já foi conseguido de "reposição de direitos e rendimentos" desde 2015, quando o PS formou Governo com o apoio parlamentar do PCP, BE e PEV.

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