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PCP condena "criminosa ofensiva" de Israel contra palestinianos

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

O PCP condenou hoje a "criminosa ofensiva" do exército israelita contra a população palestiniana e repudiou a "brutal agressão" contra "manifestações pacíficas" que já provocou três mortos e dezenas de feridos.

"A tentativa de Israel de impor novas medidas que restringem o acesso à Esplanada das Mesquitas viola o ordenamento reconhecido internacionalmente para a gestão daquele espaço e insere-se numa campanha mais vasta, que procura tornar irreversível, pela criação de factos consumados, da ocupação ilegal de Jerusalém Oriental", lê-se numa nota do gabinete de imprensa dos comunistas.

No comunicado, o PCP recorda que, no plano do direito e da legalidade internacional, Israel é potência ocupante, "o que significa que são ilegais e ilegítimas todas as decisões que impeçam o livre acesso a esses lugares e que introduzam alterações irreversíveis na paisagem".

"O dia de protesto convocado para a passada sexta-feira, no qual milhares de pessoas ocuparam as ruas nas cidades da Margem Ocidental para oração, em solidariedade com os palestinianos impedidos de aceder à Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, constituiu uma vibrante jornada de afirmação da dignidade de um povo e uma demonstração da sua inesgotável vontade de resistência contra o avanço da ocupação", é referido na nota.

Manifestando solidariedade para com o povo Palestiniano, os comunistas reclamam ainda do Governo e dos órgãos de soberania em Portugal uma posição que "condene o Estado de Israel por mais este crime contra o povo palestiniano, exija o levantamento imediato de todas as restrições ao acesso à Esplanada das Mesquitas e ao livre exercício do direito de liberdade religiosa".

Há cerca de uma semana e meia, as forças israelitas reforçaram as medidas de segurança na Esplanada das Mesquitas, na cidade velha de Jerusalém (Jerusalém Oriental, zona ocupada e anexada por Israel), nomeadamente a instalação de detetores de metais nas zonas de acesso ao local.

As medidas foram impostas após um ataque ocorrido naquela zona que resultou na morte de dois polícias israelitas e de três atacantes (árabes israelitas), abatidos pelas autoridades.

O reforço das medidas de segurança, que também incluíram a proibição de entrada aos palestinianos com menos de 50 anos, desencadeou protestos diários, que degeneram em violência.

Nos últimos dias, pelo menos cinco palestinianos morreram e outras dezenas sofreram ferimentos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada. Três israelitas perderam a vida ao terem sido esfaqueados por um palestiniano num colonato israelita na Cisjordânia ocupada.

A Esplanada das Mesquitas é considerado o terceiro local mais sagrado para o islamismo, depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita, e integra a mesquita Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha.

É um local ultrassensível gerido pela Jordânia e está localizado na parte palestiniana da cidade santa ocupada e anexada por Israel.

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