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PCP responde a Medina (PS) dizendo que projeto "não é diluível" em "objetivos contrários aos seus"

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/10/2017 Administrator

A Direção de Lisboa do PCP considerou hoje que o PS se afastou da defesa da cidade ao longo de 10 anos de governação e que o projeto comunista "não é diluível em programas e objetivos contrários aos seus".

"Dez anos de gestão PS mostram que a sua ação e o seu projeto para Lisboa se afastaram e afastam, em aspetos fundamentais, da defesa dessa cidade fruída por inteiro por aqueles que nela vivem e trabalham", lê-se numa nota enviada à comunicação social.

No mesmo documento, os comunistas salientam que "o projeto da CDU para Lisboa não é diluível em programas e objetivos de gestão contrários aos seus".

É desta forma que o PCP respondeu ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), que no final da tomada de posse, que decorreu na quinta-feira, disse que os comunistas não se mostraram disponíveis "para um acordo mais permanente de governação da cidade" e que, por isso, "não houve negociação".

Os comunistas consideram que Medina optou por "iniciar o mandato com um ataque ao PCP", mas reafirmam a "disponibilidade para trabalhar com todos os que no executivo municipal queiram ter uma intervenção ativa e construtiva, que contribua para resolver os problemas sentidos por todos os que vivem e trabalham em Lisboa e para enfrentar de forma corajosa os desafios que se colocam à cidade".

A Direção de Lisboa do PCP advoga também que "é o seu compromisso com a população da cidade, e em particular com os que confiaram o seu voto à CDU, que prevalecerá na sua intervenção".

O PCP quer contribuir "como sempre" fez para a construção de "propostas e soluções que se traduzam na melhoria da qualidade de vida na cidade e na defesa do direito ao seu pleno usufruto".

"Propostas e soluções cuja efetivação, no atual contexto, exige a construção de convergências. É também nessa construção que estamos empenhados", acrescenta a nota.

Assim, o PCP refere que assumirá "por inteiro" as suas responsabilidades na governação da cidade, "propondo e apoiando tudo o que seja positivo para a cidade e para quem nela vive e trabalha, rejeitando e combatendo tudo o que seja negativo".

"Nenhuma circunstância ou desenvolvimento nos afastará deste princípio", vinca o partido.

Entre as "opções fundamentais" do PS que o PCP critica, os comunistas destacam "o favorecimento da especulação imobiliária, a insuficiente resposta municipal para garantir o direito à habitação e à mobilidade, a complacência e responsabilidade ativa perante a degradação do serviço público de transporte prestado pela Carris e pelo Metro".

Também a "liquidação de serviços públicos municipais e outros, com destaque para a intenção de desmantelar os hospitais da Colina de Santana, a falta de planeamento para o desenvolvimento do turismo e a ausência de medidas de controlo e regulação das suas consequências negativas ou a ausência de uma política efetiva para a cultura e o desporto" são apontados pelos comunistas.

Antes da tomada de posse, o PCP tinha enviado outro comunicado às redações, no qual os vereadores e deputados municipais eleitos se mostraram "disponíveis para estabelecer convergências tão alargadas quanto possível, sendo sempre uma força empenhada na construção de soluções e apoiando tudo o que for positivo para quem vive e trabalha na cidade".

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