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Pedrógão Grande: Cáritas defende envolvimento de proprietários na reconstrução das suas casas

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, defendeu hoje que os proprietários das casas afetadas pelo incêndio que começou em Pedrógão Grande sejam envolvidos no processo de reconstrução das habitações.

"As pessoas atingidas têm de ser envolvidas no processo [de reconstrução]. Elas têm que dizer como queriam ter a casa, o posicionamento da casa", disse à agência Lusa Eugénio Fonseca, à margem da visita a uma empresa afetada pelas chamas em 2016, no concelho de Águeda, distrito de Aveiro, e que foi apoiada pela Cáritas.

Segundo o presidente da instituição, não se pode falar em "habitação social" para o caso das habitações afetadas pelas chamas no interior norte do distrito de Leiria.

"Não apoio isso. As pessoas têm o direito de escolher. Há mais trabalho se assim for, mas é melhor assim para as pessoas terem mais gosto pela casa", sublinhou Eugénio Fonseca, considerando que os proprietários devem poder escolher coisas tão simples "como os azulejos, a cor da parede" ou o posicionamento do quarto, dialogando com o arquiteto responsável pelo projeto.

Os dois grandes incêndios que começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis afetaram aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação e 205 de segunda.

Para a Cáritas Portuguesa, as prioridades no apoio à reconstrução de casas passam por ajudar "os mais carenciados, aqueles que têm maior agregado familiar" e situações de famílias com pessoas portadoras de deficiência ou com idosos.

Até ao momento, a instituição já recebeu mais de um milhão de euros de donativos, que deve aumentar nos próximos tempos, já que ainda não chegaram "todos os ofertórios" que crentes deixaram nas igrejas a 02 de julho, explanou.

De acordo com Eugénio Fonseca, será possível entregar as casas reconstruídas às pessoas no natal, caso se agilizem todos os mecanismos.

"Tem de ser depressa, mas bem", frisou, realçando ainda a necessidade de se apostar nas empresas de construção civil locais, por forma a também se contribuir para a economia da região, que sofreu um revés com o incêndio.

Durante a manhã de hoje, Eugénio Fonseca e o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, estiveram presentes na entrega de uma casa a uma família que tinha perdido a sua habitação, em Anadia, e visitaram uma empresa armazenista que perdeu as suas instalações, em Águeda.

Ambos os casos foram afetados pelos incêndios em 2016 e foram apoiados pela Cáritas Portuguesa e pela Cáritas de Aveiro.

O presidente da Cáritas de Aveiro, José Alves, explicou aos jornalistas que foram distribuídos 136 mil euros de apoio - 47 mil para a empresa armazenista, em Águeda, 20 mil para uma família que perdeu anexos e alfaias agrícolas, também em Águeda, e 68 mil euros para a construção de uma casa, em Anadia.

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