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Pedrógão Grande: Comissão parlamentar quer manter situação na agenda política

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

A comissão parlamentar de Ambiente e Ordenamento do Território quer manter na agenda politica a resolução dos problemas causados pelos incêndios de junho, correspondendo a uma preocupação nesse sentido, manifestada hoje pelos autarcas da região.

Os deputados da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação visitaram hoje áreas afetadas pelos incêndios nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, reuniram com autarcas e representantes de outras entidades ligadas à Proteção Civil, Ordenamento do Território e Florestas

"Sabemos que muitas vezes, depois das tragédias, passa o Verão, passam os incêndios, entra-se na discussão do Orçamento do Estado e esquece-se a resolução dos problemas. Pediram-nos que não deixássemos que esta questão saia da agenda política e é isso que queremos fazer", disse à agência Lusa Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda e presidente da comissão parlamentar.

Na visita de hoje, Pedro Soares reteve a imagem "do negro terrível da paisagem a perder de vista, milhares e milhares de hectares ardidos que afetam não só o rendimento de muita gente e muitas famílias, a biodiversidade e o ambiente, tal é a negritude".

"Percebe-se a dimensão da tragédia e é desolador", observou o deputado, argumentando que a situação da região centro do país "exige um grande movimento nacional de solidariedade para com os problemas e as pessoas que ali vivem e para que de uma vez por todas se transforme e ordene a floresta".

No entanto, apesar das preocupações manifestadas aos deputados, Pedro Soares sublinhou o "entendimento geral" de que existe um "grande empenho para resolver os problemas e de que as promessas não caiam em saco roto".

"Há uma grande confiança de que as autoridades estão empenhadas em resolver os problemas", declarou.

O deputado do BE sublinhou a necessidade de promover o ordenamento florestal naquela região e no país mas também em existirem mecanismos para lidar com o problema dos terrenos abandonados, cujos proprietários são desconhecidos, questão "urgente" e que se coloca desde logo nas zonas onde existe madeira ardida que terá de ser retirada.

"É um problema que não pode ser ignorado. Há terras abandonadas que arderam ao lado de terrenos que já estão a ser limpos", observou.

Pedro Soares frisou que a questão dos terrenos sem proprietário conhecido "está a montante das situações de catástrofe", defendendo "medidas excecionais" de intervenção por parte do Governo, sem que se ponha em causa o direito à propriedade privada.

"Mas não se pode proteger o abandono", enfatizou.

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