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Pedrógão Grande: PCP e PEV defendem apoio rápido às populações afetadas pelo fogo

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

Uma delegação conjunta do PCP e PEV defendeu hoje um apoio rápido às pessoas afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande e um reordenamento florestal que respeite a identidade dos pequenos municípios do Pinhal Interior.

As duas estruturas partidárias disseram à agência Lusa que é necessário que as promessas de recuperação se concretizem com rapidez para, segundo Ângelo Alves, do PCP, "garantir que em concelhos como Pedrógão Grande ou Castanheira de Pera, muito massacrados pela desertificação e emigração, não se vai observar mais um êxodo populacional em virtude desta catástrofe".

"Voltaremos dentro de pouco tempo para observar no terreno aquilo que hoje ainda são muitas palavras e pouca ação no terreno, embora haja medidas em desenvolvimento e a ser iniciadas", disse o dirigente comunista, em Pedrógão Grande, momentos antes da delegação reunir com o presidente da Câmara local.

Segundo Ângelo Alves, é necessário que o Governo olhe também para as empresas que foram afetadas, causando a perda de muitos postos de trabalho, de forma a não permitir a destruição do tecido económico e produtivo dos municípios atingidos pelo fogo.

O dirigente comunista salientou ainda que olhar para esta catástrofe sem ter como pano de fundo o abandono, a desertificação, é um erro, pois há aqui questões de desenvolvimento económico e social que estão intimamente ligadas com aquilo que aqui aconteceu".

"Precisamos de dar uma reviravolta a estes concelhos para que o ordenamento florestal que agravou a amplitude do incêndio seja alterado e não se volte a repetir uma tragédia como esta", disse à agência Lusa Manuel Cunha, do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).

A dirigente partidária salientou que é preciso "abrir as portas a uma floresta mais diversificada, que garanta também os rendimentos aos produtores e o multiuso da floresta, numa perspetiva ambiental e de resistência aos incêndios".

Ângelo Alves reforçou que é preciso "preservar a identidade destes concelhos e destas populações, e que quaisquer linhas de concentração de propriedade que desmereça aquilo que é o papel das pessoas que há muito vivem da própria floresta, o papel das associações de produtores, nomeadamente dos baldios, é um erro".

"Tem de ser com a participação das populações que se tem de proceder a esse ordenamento florestal", frisou o dirigente comunista, salientando que o ordenamento "está intimamente ligado com a desertificação".

"É impossível falar de ordenamento florestal sem falar numa aposta na agricultura, em atividades que foram duramente atingidas como a apicultura, sem integrar estas diferentes atividades naquilo que é a exploração da floresta", referiu.

A delegação do PCP e PEV, que incluiu ainda o eurodeputado comunista, Miguel Veiga, visitou hoje áreas ardidas em Castanheira de Pera e Pedrógão Grande, os municípios mais afetados pelo fogo de 17 de junho, e reuniu com os autarcas locais, direções de bombeiros, associação de produtores e proprietários florestais.

Dois grandes incêndios florestais começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 imóveis, 205 dos quais casas de primeira habitação.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta.

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