Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Pedrógão Grande: UGT defende reforço do fundo de emergência municipal de autarquias afetadas

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, defendeu hoje um reforço do fundo de emergência municipal das autarquias afetadas pelo incêndio de Pedrógão Grande, considerando que são os municípios que melhor conhecem o terreno.

"As câmaras municipais, que têm um conhecimento do terreno, conhecem as pessoas, conhecem as localidades - é aqui que as pessoas vêm bater à porta -, têm de ter dinheiro", disse à agência Lusa Carlos Silva, no final da reunião do Secretariado Nacional da UGT, que decorreu em Figueiró dos Vinhos, um dos concelhos afetados pelas chamas.

Para o secretário-geral daquela central sindical, "é importante que as câmaras tenham o seu fundo de emergência municipal reforçado para acudir às questões emergentes".

"Se se consta que há 13 milhões [de euros] das contas dos donativos, devia-se afetar um, dois ou três milhões para o fundo de emergência dos vários municípios", que, "de forma rigorosa e transparente", podem "acudir às populações", vincou Carlos Silva, que no final da reunião entregou à Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos (concelho onde é presidente da Assembleia Municipal) um cheque de cerca de 27 mil euros angariado pela UGT na conta solidária aberta para ajudar as vítimas dos incêndios da região Centro.

Durante o seu discurso, o líder da central sindical fez questão de sublinhar que entregava o donativo a uma autarquia por ser um organismo escrutinado "pelos cidadãos, pela oposição, pela assembleia municipal".

"Nunca votei para nenhuma misericórdia ou IPSS [instituição particular de solidariedade social]", vincou.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Silva explanou ainda que a resolução hoje aprovada por unanimidade na reunião do Secretariado Nacional exige "celeridade na disponibilidade de tudo o que são verbas arrecadadas de apoio às vítimas".

"É preciso acudir a esta gente. (...) O Estado deve fazer o seu trabalho de centralizar fundos de todo o lado e faz bem, mas tem de ser ágil e rodear-se de menos burocracias", defendeu o secretário-geral da UGT.

Na resolução aprovada é ainda pedido que os partidos se deixem de "vírgulas, pontos e vírgulas e pontos finais", apelando a consensos e pactos de regime para se encontrar uma solução para a floresta portuguesa, disse.

O documento será enviado aos grupos parlamentares, ao primeiro-ministro e membros do Governo, ao Presidente da República e aos parceiros sociais, informou.

Dois grandes incêndios florestais começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois, depois de consumirem mais de 53 mil hectares.

Os fogos da região Centro afetaram aproximadamente 500 habitações, quase 50 empresas e os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon