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Pedro Emanuel: "Acho que o Mourinho é o verdadeiro artista"

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/04/2017 Alcides Freire

A mudança do Boavista para o FC Porto contada pelo próprio, em entrevista ao Porto Canal. A "arte" de Mourinho também é destacada pelo agora treinador do Estoril.

Chegada ao FC Porto: "No momento em que acabo contrato com o Boavista e posso escolher o meu futuro, tinha três ou quatro propostas, uma delas muito avançada. Quando apareceu o FC Porto, que era o expoente máximo de quem tinha crescido no Porto, com a sua dimensão, foi um momento crucial. Podia ter a oportunidade de escolher outro clube, e isso foi fundamental naquilo que veio a ser esse tal espírito que criámos na equipa. Uma grande capacidade de trabalho e solidariedade. Estava receoso, porque vinha do rival. Os primeiros tempos no FC Porto foram de grande desconfiança. Mandavam-me voltar ao Boavista, que era a minha casa, aqui não tinha lugar. Mas mostrei o meu caráter, que foi isso que muitos dos que chegaram fizeram. Reinventaram-se com a ajuda de um espírito forte, com renovada ambição. Revelou-se fundamental para as conquistas de 2003 e 2004. Foi mérito do Mourinho, que soube juntar as peças e retirar sempre o melhor de cada um e injetando sempre a ambição que é muito importante para um clube como o FC Porto. O objetivo era sempre o céu. Tínhamos noção do nível de exigência".

© Global Imagens

Apresentação no FC Porto: "Lembro-me perfeitamente. Depois daquele entusiasmo em redor de mim e do Maniche, o Paulo [Ferreira] era aquilo. Uma pessoa extraordinária, da qual me orgulho bastante. Os jornalistas a quererem forçar mais alguma coisa depois do reboliço e o Paulo ali bloqueado. Lembro-me perfeitamente dessa conferência de imprensa, porque foi um momento importante. É o meu maior orgulho. O meu sonho era chegar ao FC Porto. Nasci em Angola, vim para Portugal muito cedo, radiquei-me em Rio Tinto. Desde que me conheço, o FC Porto sempre foi a minha referência. Ter o privilégio de ter jogado nos dois maiores clubes da cidade é algo que me enche de orgulho e que, neste momento, valorizo mais".

Empate com o Belenenses na estreia: "Início da época, tudo a fervilhar... Nós vínhamos todos entusiasmados, mas não foi bem assim, trigo limpo farinha amparo. Depois tivemos uma saída complicada, ao Bessa".

Regresso ao Bessa de azul e branco: "Estava muito fresco na memória da pessoas. Tinha saído como capitão e, como é lógico, estava tudo bem vivo nas pessoas do Boavista. Nos dérbis dessa altura, que não eram muito bem jogados, havia muita vontade e determinação. Algumas situações que ultrapassam o admissível e as pessoas têm de compreender o momento emocional de um jogador que vai enfrentar um dérbi desta natureza".

Jogo com o Benfica: "Qualquer equipa que o seja na verdadeira aceção da palavra, supera-se nesses momentos. Ganhámos ao Benfica nas Antas, a jogar com 10, sempre importante. Foi o motor para o resto da caminhada. A partir de determinado momento sentimos que estávamos donos e senhores do campeonato e fomos alimentando muito do que tínhamos do Mourinho. Nesse contexto, acho que o Mourinho é o verdadeiro artista, no aspeto mental das equipas. Esse é o grande mérito que ele tem e uma grande valência para arte de ser treinador. Nós transformámo-nos nessa máquina de querer ganhar e conquistar. As conquistas vieram pela dedicação e qualidade dos jogadores".

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