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Pedro Emanuel: "Acreditámos no nosso valor"

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/06/2017 Alcides Freire

Pedro Emanuel, 42 anos, é bem capaz de fazer do Estoril uma equipa a concentrar atenções. Alcançou a salvação da equipa, agora quer mais e, em entrevista a O JOGO, diz que tem condições para o conseguir

Acabou por ser uma surpresa, até para si, surgir à frente do Estoril, depois da desvinculação do Apollon... Como é que surgiu essa sua aceitação de pegar no Estoril numa altura em que o clube estava aflito?

-Tive outros convites, mas não achei que fosse o momento certo. A forma como saí do Apollon foi desgastante, mais pelo projeto que tínhamos criado e que implicava a luta pelo título. Preferi aguardar. Já tinha interiorizado que não ia treinar mais nenhuma equipa na época passada.

O que é que o levou a mudar de ideias?

-As pessoas do Estoril abordaram-me de uma forma muito correta, dizendo-me que precisavam de alguém com alguma experiência na I Liga e que só fazia sentido se fosse eu. Disseram-me que era uma ideia deles para o presente e para o futuro do clube, mas que o importante era o presente, em que a equipa estava numa situação delicada.

Foi um risco ter aceite?

-A nossa visão teve a ver com a qualidade que reconhecemos ao plantel do Estoril, mas que nem sempre rendeu os frutos desejados. Os frutos são os pontos. Foi arriscado mais para mim do que para o Estoril. Tínhamos matéria-prima para fazermos o trabalho.

Os jogadores compreenderam isso?

- Sim, e a recetividade dos jogadores, a disponibilidade imediata, foi excelente. Eles estavam conscientes de que tinham passado por um momento complicado. Perceberam que havia uma oportunidade de salvarem a época e acreditaram, connosco, que isso era possível, apesar do mau tempo que vinham passando.

O que é que tiveram de fazer?

Fizemos um pacto, de lutarmos todos juntos por um objetivo, analisámos o que tinha estado mal. Percebemos que um dos problemas eram os muitos golos sofridos, e fomos retificando as coisas. Mas, essencialmente, acreditámos todos que seria possível, acreditámos na qualidade do plantel, passámos essa mensagem que acho que chegou a todos. Os bons resultados foram aparecendo. O facto é que conseguimos o objetivo. Aliás, acabámos em 10.º lugar, o que acabou por ser fantástico. Em nove jogos fizemos 18 pontos, mais três ou quatro do que aquilo que esperávamos fazer. As coisas começaram a correr bem e os resultados foram aparecendo.

Aceitou renovar o contrato. Como vai ser o Estoril?

- Na minha carreira, foi a primeira vez que não peguei num projeto de início. Por isso foi difícil, foi fazer o trabalho de casa para não perder tempo. Foi uma situação estranha para mim, porque foi nova, mas correu bem. Agora, pego de início, com tudo para fazer as coisas como gosto, preparar a época, o plantel, as datas de estágio e toda a logística que envolve um clube profissional. Felizmente, o Estoril tem uma estrutura magnífica, muito bem preparada, o que ajuda bastante. Será uma equipa muito competitiva.

O plantel vai mudar muito?

© Fornecido por O jogo

- Vão entrar e sair jogadores, até porque ficou difícil segurar alguns futebolistas, pela qualidade que têm, pela juventude, e portanto não podemos cortar as pernas, e o clube precisa. De resto, tentaremos fazer uma mescla de jogadores portugueses com brasileiros, que continuarão a ser uma aposta, porque o dono do clube tem essa facilidade enorme de trabalhar muito bem no mercado brasileiro, tornando o Estoril um clube apetecível para jovens que querem dar o salto para o futebol europeu. Essa é também a nossa missão, a de potencializar jogadores.

O Estoril vai lutar pela permanência?

- O Estoril vai jogar para cima do meio da tabela. É esse o objetivo.

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