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Pelo menos 14 refugiados rohingyas, a maioria crianças, morrem em naufrágio no Bangladesh

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/09/2017 Administrator

Pelo menos 14 refugiados da minoria muçulmana rohingya, a maioria crianças, perderam a vida num naufrágio ocorrido no golfo de Bengala, no Bangladesh, divulgou hoje a polícia local.

Os refugiados que fugiam da Birmânia (atualmente Myanmar) não conseguiram sobreviver quando a embarcação em que viajavam naufragou.

"Até agora, 14 corpos foram transportados para perto da praia de Inani. São rohingyas", disse, em declarações à agência noticiosa France-Presse (AFP), Fazlul Karim, agente da polícia de Cox's Bazar (no sul do Bangladesh).

A mesma fonte precisou que as vítimas são 10 crianças e quatro mulheres.

Cerca de 480.000 rohinyas fugiram para o vizinho Bangladesh desde finais de agosto para tentar escapar a uma campanha de repressão do exército birmanês após ataques da rebelião jovem rohingya, segundo dados da ONU.

As Nações Unidas consideram que o exército birmanês e milícias budistas estão envolvidos numa limpeza étnica contra esta minoria muçulmana concentrada no estado de Rakine (anteriormente Arakan) no oeste da Birmânia, uma região historicamente conturbada.

Estima-se que os rohingyas - uma minoria étnica não reconhecida pelas autoridades birmanesas - sejam cerca de um milhão, havendo entre 10.000 e 20.000 pessoas dessa etnia, exaustas, esfomeadas e por vezes feridas a franquear diariamente a fronteira para o Bangladesh, um dos países mais pobres do mundo.

A violência e a discriminação contra os rohingyas intensificaram-se nos últimos anos: tratados como estrangeiros na Birmânia, um país mais de 90% budista, são a maior comunidade apátrida do mundo.

Desde que a nacionalidade birmanesa lhes foi retirada em 1982, têm sido submetidos a muitas restrições: não podem viajar ou casar sem autorização, não têm acesso ao mercado de trabalho, nem aos serviços públicos (escolas e hospitais).

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