Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Pelo menos 20 rohingya mortos após naufrágio ao largo do Bangladesh

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

Um barco cheio de muçulmanos da minoria 'rohingya', que fugiam da Birmânia, naufragou na quarta-feira ao largo do Bangladesh, fazendo pelo menos 20 mortos, informaram hoje as autoridades.

Chailau Marma, da polícia do distrito de Cox's Bazar, a 292 quilómetros da capital do Bangladesh, Daca, afirmou à agência noticiosa chinesa Xinhua que o número de vítimas mortais subiu para 20, depois de terem sido recuperados mais 14 corpos, a somar a seis resgatados na véspera.

A polícia indicou que, até ao momento, não dispõe de informações mais detalhadas sobre o acidente ocorrido no rio Naf.

"Ainda não encontrámos um sobrevivente que saiba exatamente o que aconteceu e quantos 'rohingya' seguiam a bordo do barco que se voltou no rio Naf, que divide o Bangladesh e Myanmar [antiga Birmânia]", afirmou.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou na quarta-feira que pelo menos 18.500 refugiados da Birmânia atravessaram a fronteira para o Bangladesh desde o início de combates entre o exército birmanês e rebeldes muçulmanos 'rohingya' na sexta-feira passada, dia 25.

Trata-se sobretudo de 'rohingya' que fogem da violência no estado de Rakhine (oeste da Birmânia), onde morreram pelo menos 110 pessoas desde sexta-feira.

O acesso ao Bangladesh -- que divide 270 quilómetros de fronteira com a Birmânia -- foi recusado a uma parte dos refugiados nos últimos dias, não obstante os renovados apelos por parte da comunidade internacional.

Mais de um milhão de 'rohingya' vivem no estado de Rakhine, onde sofrem uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária que provocou, em 2012, pelo menos 160 mortos e deixou perto de 120 mil membros da comunidade confinados em 67 campos de deslocados.

As autoridades da Birmânia, onde mais de 90% da população é budista, não reconhecem cidadania aos 'rohingya' -- minoria apátrida considerada pelas Nações Unidas como uma das mais perseguidas do planeta.

Apesar de muitos viverem no país há gerações, não têm acesso ao mercado de trabalho, às escolas, aos hospitais e o recrudescimento do nacionalismo budista nos últimos anos levou a uma crescente hostilidade contra eles, com confrontos por vezes mortíferos.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon