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Pena de morte "não tem lugar no século XXI" - Secretário-geral da ONU

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/10/2017 Administrator

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou hoje que "a pena de morte não tem lugar no século XXI" e apelou a todos os Estados membros da organização a abolirem-na.

"Eu faço este pedido a todos os Estados que continuam a recorrer a essa prática bárbara: por favor, parem com as execuções", disse António Guterres num discurso no âmbito do dia internacional contra a pena de morte, que hoje se assinala.

Para o secretário-geral, citado pela agência France-Presse (AFP), a pena de morte "faz muito pouco para (aliviar o sofrimento) das vitimas ou para dissuadir que se cometam crimes".

Guterres considerou que "há sempre um risco de erros de justiça", mesmo que os processos decorram da forma mais justa, o que considerou "inaceitável".

O chefe da ONU felicitou o facto de 170 dos 193 Estados membros terem abolido ou impedido a prática da pena de morte e, sublinhou, "em 2016, as execuções em todo o mundo diminuíram 37% em relação a 2015".

"Hoje, quatro países são responsáveis por 87% das execuções registadas", notou o secretário-geral sem os identificar.

Segundo a AFP, um funcionário da ONU indicou que esses países são a China, o Irão, a Arábia Saudita e ainda o Iraque.

António Guterres pediu ainda transparência aos Estados que praticam a pena de morte.

"Os governos escondem as execuções e cercam-nas com segredos para esconder quem está no corredor da morte e porquê", afirmou o secretário-geral, acrescentando que alguns tornam a pena de morte num segredo de Estado cuja divulgação é considerada "um ato de traição".

"Essa falta de transparência representa uma falta de respeito pelos direitos humanos para os condenados à morte e suas famílias", defendeu Guterres.

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