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Penas de prisão para dez dos 14 acusados de mais de 20 assaltos violentos no Norte

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Administrator

O Tribunal de Aveiro condenou hoje a penas de prisão dez dos 14 indivíduos acusados da autoria de vários assaltos à mão armada a bancos e outros estabelecimentos, ocorridos em 2015, na região Norte, absolvendo os restantes arguidos.

Dos 22 assaltos imputados aos suspeitos na acusação do Ministério Público (MP), o tribunal deu como provado o envolvimento de alguns dos arguidos apenas em 13 situações, incluindo o assalto um banco em Maceda (Ovar) e a um restaurante no Porto.

Os quatro arguidos com mais crimes imputados foram condenados a penas efetivas que variam entre os cinco anos e nove meses e os 16 anos e seis meses de prisão.

O tribunal condenou ainda dois arguidos a penas efetivas de seis anos e três meses e sete anos de prisão.

Quatro outros arguidos foram condenados com penas suspensas entre dois anos e cinco anos, incluindo um homem que emprestou automóveis aos restantes arguidos para serem utilizados nos assaltos.

Outros quatro arguidos foram absolvidos de todos os crimes de que estavam acusados.

Todos os arguidos que estavam acusados de associação criminosa foram absolvidos deste crime.

Os arguidos, com idades entre os 19 e 55 anos, que se encontram ligados entre si por laços familiares ou de amizade, respondiam por mais de uma centena de crimes de associação criminosa, homicídio na forma tentada, roubo, furto, incêndio, falsidade de documento e detenção de arma proibida.

O grupo estava acusado de 22 assaltos a bancos, farmácias, ourivesarias, estabelecimentos comerciais, residências e 'carjacking', ocorridos entre janeiro e junho de 2015.

Segundo a acusação do MP, o grupo era liderado por três homens, que se encontram em prisão preventiva, que sinalizavam as potenciais vítimas e praticavam eles próprios os assaltos.

Na execução deste plano, o trio terá contado com a ajuda de dez homens e uma mulher, que recebiam, em troca, uma percentagem do produto do roubo, consoante o tipo de participação em cada ação criminosa.

Um dos casos mais violentos ocorreu na noite de 31 de maio de 2015, quando os suspeitos assaltaram um restaurante no Porto, ameaçando funcionários e clientes.

Os assaltantes, que atuaram com os rostos tapados e munidos de armas de fogo, levaram cerca de dois mil euros em dinheiro, além de carteiras, telemóveis e relógios.

De acordo com a investigação, os suspeitos também terão assaltado no dia 19 de fevereiro de 2015 uma dependência do banco Millennium BCP em Aveiro e uma ourivesaria em Ovar.

No mesmo dia, ainda terão tentado assaltar uma agência do Banif, em Estarreja, mas encontraram a porta fechada e não conseguiram aceder ao interior do banco.

O último caso atribuído ao grupo foi um assalto a uma agência do BCP em Custóias, em Matosinhos, no dia 26 de junho de 2015, que rendeu aos ladrões mais de quatro mil euros em dinheiro.

Os suspeitos foram detidos em julho de 2015, durante uma megaoperação realizada pela Polícia Judiciária (PJ) na região do Grande Porto, que contou com o apoio da Unidade Especial de Polícia e de duas de Intervenção Rápida da PSP.

Nessa operação, foram apreendidos automóveis, armas de fogo, disfarces, produto estupefaciente e outros artigos e documentos com "elevado interesse" probatório.

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