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PERFIL: Alemanha/Eleições: Martin Schulz, o europeísta que quer "destronar" Merkel

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/09/2017 Administrator

O candidato social-democrata às legislativas alemãs de domingo, Martin Schulz, chegou à política alemã há menos de um ano, depois de mais de duas décadas em Bruxelas, mas as sondagens colocam-no longe do objetivo de substituir Angela Merkel.

Com um percurso atípico num político -- sonhou ser futebolista, foi alcoólico na juventude, não completou o liceu, teve uma pequena livraria e presidiu à câmara de uma pequena cidade, antes de chegar a eurodeputado e depois a presidente do Parlamento Europeu -, Schulz assume as falhas para defender que qualquer pessoa pode superar-se e ter êxito.

Regressado à política alemã em janeiro para desafiar Angela Merkel, há 12 anos na chancelaria alemã, o social-democrata é para muitos compatriotas apenas "o alemão que presidiu ao PE".

Nos primeiros meses, a sua popularidade ultrapassou a da chanceler, um "fenómeno" a que a imprensa chamou o "efeito Schulz", mas esmoreceu rapidamente e as sondagens colocam o seu Partido Social-Democrata (SPD) mais de 15 pontos percentuais atrás da União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel.

Martin Schulz nasceu há 61 anos em Würselen, perto de Aachen, na Renânia do Norte-Vestfália (oeste), uma cidade de 40.000 habitantes, perto da fronteira com a Bélgica e a Holanda, onde abriu uma livraria em 1982, presidiu à câmara municipal entre 1987 e 1998 e continua a residir.

Filiado no Partido Social-Democrata (SPD) desde os 19 anos, Schulz forjou o seu perfil político entre Bruxelas e Estrasburgo, primeiro como eurodeputado, depois como líder do grupo social-democrata e, em 2012, presidente do PE: convicções firmes e discurso veemente, por vezes irado, outras comovido.

Numa mensagem aos eleitores alemães, há duas semanas, Schulz tratou-os por "europeus" e escreveu: "Para mim, a Europa é uma questão do coração e uma questão de destino. Dediquei a minha vida política a essa ideia".

Nesta campanha, centrou-se na defesa de maior justiça social para os desfavorecidos.

"Somos um país rico, mas isso não significa que toda a gente é rica. Em 60 segundos, uma grande empresa fatura mais de 30 euros, mas um enfermeiro ganha menos de 40 cêntimos. Esta injustiça divide o país", disse.

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