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Peritos assistem em Lisboa a filme sobre riscos do ruído oceânico para a vida marinha

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

Vários peritos internacionais vão estar quarta-feira em Lisboa para a apresentação de um filme sobre os danos do ruído oceânico que, entre 1950 e 2000, duplicou em cada 10 anos, e que põe em causa a vida marinha.

Produzido pelo Fundo Internacional de Bem-Estar Animal (IFAW) e pelo Conselho Americano de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC), o filme "Sonic Sea" vai ser apresentado no Oceanário de Lisboa e a sua principal mensagem é um apelo aos governos e ao setor da navegação para que tomem "medidas urgentes para interromper o ruído subaquático".

Segundo uma nota do IFAW, "os níveis elevados de ruído, em particular produzidos por navios, interferem com os sons produzidos pelos mamíferos marinhos, causam stress e reduzem a sua capacidade de levar a cabo as atividades indispensáveis à sua vida".

"O ruído subaquático afeta também a capacidade de navegação dos animais, promovendo a incidência de colisões de cetáceos com embarcações", esclarece o IFAW.

De acordo com esta organização, "entre 1950 e 2000 o ruído subaquático duplicou em cada 10 anos. Níveis crescentes de ruído da navegação, exploração de gás e petróleo, treinos militares com sonares, construções e outras atividades, afogaram progressivamente os sons naturais do oceano".

"O desenvolvimento global do comércio foi acompanhado por uma frota que atualmente conta com cerca de 90 mil embarcações de tamanho e velocidades que correspondem a exigências económicas cada vez maiores", lê-se no comunicado.

Para o comissário português da Comissão Baleeira Internacional, Luís Freitas, "o ruído subaquático continua a ser um problema subvalorizado, em grande parte, pelo desconhecimento que existe de todas as suas implicações na vida marinha, especialmente em espécies sensíveis como os cetáceos, que dependem do som para comunicarem e encontrarem o seu alimento".

"Com o aumento das atividades humanas no mar (tráfego marítimo, exploração de recursos minerais, pescas, etc.), é de esperar que o ruído subaquático aumente e é, portanto, fundamental que se compreendam os seus impactos na vida marinha e se tomem medidas para os minimizar", adianta.

Eleonora Panella, responsável pelas campanhas nos Estados Membros da União Europeia, pede ao setor da navegação que façam deste tema uma prioridade, como parte dos seus compromissos ambientais e objetivos de responsabilidade corporativa social.

A IFAW tem vindo a trabalhar neste assunto há vários anos, através da sensibilização e da promoção de medidas para reduzir os níveis de ruído, defendendo a erradicação total das atividades oceânicas mais ruidosas em áreas associadas às zonas de alimentação e reprodução dos cetáceos.

"Necessitamos de baixar o volume e deixar que os cetáceos e outras criaturas marinhas usufruam de novo do som natural dos oceanos", apela a IFAW.

Após a exibição de uma versão curta do filme original (24 minutos), ocorrerá um debate com a presença de representantes do setor da navegação, do governo e também da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

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