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Peso de renováveis na produção elétrica cai para 47% no 1.º semestre - APREN

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

As energias renováveis contribuíram para menos de metade da produção de eletricidade no primeiro semestre, ficando nos 46,9% do total, quando no mesmo período de 2016 representava 71%, revelam dados hoje divulgados.

"O primeiro semestre de 2017 terminou com uma contribuição da produção de eletricidade renovável de 46,9% em termos acumulados, o que correspondeu a 12.992 GWh" (gigawatts por hora), refere o Boletim Energias Renováveis, publicado pela Associação de Energias Renováveis (APREN).

A redução percentual de renováveis no sistema eletroprodutor português "fez com que o preço da eletricidade no mercado 'spot' diário do MIBEL [mercado ibérico de eletricidade] subisse para 51,4 euros/MWh [megawatts por hora] no 1.º semestre de 2017, quando comparado com o período homólogo do ano anterior, em que o preço foi mais baixo (29,69 euros/MWh)", devido à maior contribuição da renovável no sistema, explica o documento.

Até final de junho, a energia eólica foi a renovável que gerou mais eletricidade, com 23%, seguida da hídrica, com 17,4%, enquanto a bioenergia e a solar ficaram nos 5,1 % e 1,4%, respetivamente.

Segundo a APREN, o peso da produção eólica e das centrais de biomassa é semelhante àquele conseguido nos anos anteriores, mas a energia solar apresentou um "ligeiro acréscimo".

A contribuição da hidroeletricidade teve uma "redução importante", de 12.391 GWh para 4.824 GWh, na comparação com o ano anterior, devido à baixa pluviosidade registada desde o início do ano, acrescenta a análise.

A procura de eletricidade aumentou 2% no primeiro semestre face ao mesmo período de 2016 e, apesar de ser um ano seco, o saldo exportador foi de 1.724 GWh, ou seja, Portugal vendeu mais do que a quantidade comprada (3.193 GWh contra 1.469 GWh).

A APREN explica que, "quanto mais renovável houver no sistema, mais baixo é o preço grossista da eletricidade e vice-versa", por isso, nos primeiros seis meses do ano, registou-se um aumento do valor pago de cerca de 70% face ao primeiro semestre de 2016.

É ainda realçada a elevada taxa de utilização das tecnologias fósseis, do gás natural como do carvão (que ronda 86%), em junho, mês em que a APREN aponta ainda, no dia 03, um pico de exportação elétrica de 2.458 MW e, no dia 22, um dos valores mínimos diários (21%) de representatividade renovável no consumo.

Ainda em junho, 29 foi o dia com maior penetração de renováveis no consumo elétrico de Portugal continental, quando "as tecnologias renováveis conjugadas permitiram suprir 69% das necessidades elétricas", refere o boletim.

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