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Petrobras e Odebrecht negociam revisão do acordo de acionistas da petroquímica Braskem

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

As empresas Petrobras e Odebrecht estão a negociar uma revisão dos termos e condições do acordo de acionistas da petroquímica Braskem, assinado em fevereiro de 2010, informou hoje a petrolífera brasileira.

"Essa revisão procura melhorar a governação corporativa da Braskem e a relação societária entre as partes com o objetivo de criar valor para todos os acionistas da Braskem", disse a Petrobras num comunicado divulgado na terça-feira.

A brasileira Braskem, considerada a maior petroquímica da América Latina, é uma empresa de capital aberto com ações negociadas na bolsa de São Paulo e no exterior.

A construtora Odebrecht é proprietária de 50,1% do capital votante de Braskem, enquanto a Petrobras detém 47%, acrescentou o comunicado.

"Importa destacar que a Petrobras está em constante busca da valorização do seu portefólio, o que inclui a avaliação de possíveis alterações nos acordos de acionistas assinados pela empresa nas sociedades nas quais detém participação", referiu o comunicado.

A empresa brasileira está a tentar reverter a grave crise económica que atravessa, agravada pelo colossal escândalo de corrupção conhecido há mais de três anos e no qual também está implicada a Odebrecht.

A Odebrecht, a maior construtora do Brasil, participou num "cartel" com 15 construtoras do país para conseguir licitações de forma fraudulenta da Petrobras, segundo o Ministério Público.

As autoridades comprovaram que esse grupo obtinha contratos arranjados com a Petrobras, inflacionavam os valores e dividiam as diferenças entre diretores da petrolífera estatal e partidos políticos que apoiavam a prática e legislavam a favor destas empresas.

O caso Petrobras enviou para a prisão dezenas de empresários e políticos brasileiros nos últimos três anos.

Um juiz federal de Nova Iorque condenou, na segunda-feira, a Odebrecht a pagar uma multa de 2,6 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), pelo escândalo dos subornos em países de África e América do Sul.

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