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Pianista António Rosado toca Debussy e Lopes-Graça em em Cascais

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O pianista António Rosado toca hoje, no Centro Cultural de Cascais-Casas do Gandarinha, obras de Claude Debussy e a Suite n.º 5, "In memoriam Béla Bartók", de Fernando Lopes-Graça.

O recital, comentado pelo compositor Sérgio Azevedo, faz parte da programação celebrativa dos 111 anos do nascimento de Lopes-Graça, iniciada no passado dia 07, com uma conferência por Manuel Deniz Silva e Pedro Rodrigues.

Para Sérgio Azevedo, que foi aluno de Lopes-Graça, o compositor "foi uma referência do século XX português".

"Qualquer pessoa concordará que Lopes-Graça, mais do que um mero compositor - e já seria muito ser um dos principais compositores portugueses - (...) foi uma referência do século XX português em todos os campos, como tradutor, até como escritor. Se não tivesse sido compositor, teria sido um ótimo escritor", disse à agência Lusa Sérgio Azevedo.

"Ele tinha um domínio do português fantástico, contactou com todos os poetas vivos da sua altura, com os escritores, os artistas plásticos - Helena Vieira da Silva, por exemplo -, e percorreu quase todo o século XX", acrescentou.

"Além da sua atividade política, Lopes-Graça tocou em praticamente em todos os aspetos da cultura portuguesa", afirmou Sérgio Azevedo, um dos últimos alunos do compositor.

"Ele tocou todos os vértices da sociedade portuguesa, das pessoas mais cultas às pessoas mais simples, escreveu também música para crianças", disse, para rematar: "Ele teve uma preocupação social que ainda hoje em dia é rara; e, neste aspeto, foi uma figura fundamental na Cultura portuguesa, antes de mais nada".

O compositor, falecido na vila da Parede, no concelho de Cascais, em 1994, deixou em testamento todo o seu espólio à Câmara Municipal de Cascais, para ser incorporado no Museu da Música Portuguesa.

Sobre António Rosado, a revista francesa Diapason afirmou que é um "intérprete que domina o que faz". "Tem tanto de emoção e de poesia, como de cor e de bom gosto".

Rosado estreou em Portugal, entre outras peças, as Sonatas de Enescu e Paráfrases de Liszt, tendo sido o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e também dos Estudos de Claude Debussy. Rosado fez igualmente a integral das sonatas de Mozart.

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