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Piqué enxovalhado pelos adeptos e de volta à carga no twitter

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/10/2017 Hugo Monteiro
© Chema Moya/EPA

Gerard Piqué foi esta segunda-feira vaiado pelos adeptos da seleção espanhola de futebol, durante o treino da equipa.

Gerard Piqué foi esta segunda-feira vaiado pelos adeptos da seleção espanhola de futebol, durante o treino da equipa, na Cidade do Futebol espanhola, em Las Rozas, Madrid. O jogador catalão, que se tem manifestado publicamente a favor do referendo sobre a independência na Catalunha, esteve apenas 23 minutos sobre a relva, debaixo de insultos vindos dos adeptos na bancada, que empunhavam cartazes contra ele, pedindo mesmo que abandonasse de imediato Las Rozas.

Nunca se tinha vista um ambiente tão hostil contra um jogador na Cidade do Futebol. Apesar da tensão que se esperava contra o jogador catalão, o selecionador Julen Lopetegui manteve o treino aberto, o único desta semana, e vários adeptos marcaram presença para mostrar o desagrado para com Piqué e pedir que deixe a seleção.

"Piqué, cabrão, fora da seleção" e "fora, fora" foram os gritos que vinham da bancada quando Piqué chegou ao relvado, juntamente com os outros internacionais.

Nas redes sociais, o jogador do Barcelona continua bastante ativo, publicou e republicou no Twitter várias mensagens relacionadas com o tema. Criticou o Governo e Soraya Sánez de Santamaría, vice-presidente, quando esta comentou a atuação da polícia na Catalunha.

Entretanto, elementos de segurança privada e da Guardia Civil já tinham retirado alguns cartazes, mais ainda sobraram vários contra o jogador do Barcelona.

"Não nos enganam, Catalunha é Espanha", "Viva Espanha" e "Viva a Guarda Civil" foram também palavras ouvidas em Las Rozas, ao mesmo tempo que se ovacionavam jogadores do Madrid, como Sergio Ramos ou Isco Alarcón.

Estes dois jogadores, juntamente com Álvaro Odriozola, chegaram depois da hora fixada à concentração, com autorização de Lopetegui.

A sessão foi suave, por causa dos jogos de clube que jogaram domingo, como Piqué.

O governo regional da Catalunha (Generalitat) anunciou na madrugada de segunda-feira que 90% dos catalães votaram a favor da independência no referendo, tendo exercido o direito de voto 42 por cento dos 5,3 milhões de eleitores.

A consulta popular foi marcada pela Generalitat, dominada pelos separatistas, tendo o Estado espanhol, nomeadamente o Tribunal Constitucional, declarado que a consulta era ilegal.

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