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PLP, terceiro partido timorense, diz ter encontrado no CNRT, segundo mais votado, abertura para dialogar

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/10/2017 Administrator

O líder parlamentar do Partido de Libertação Popular (PLP) disse hoje que o partido encontrou no Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) vontade e abertura para dialogar e permitir a aplicação de algumas propostas programáticas.

"Há abertura da parte do CNRT a ter conversas sérias com o PLP. Há vários tipos de mudanças e várias velocidades de mudanças, e da nossa parte o que nos interesse é a recetividade às nossas propostas", disse à Lusa Fidelis Magalhães.

"O importante é essa sensibilidade. Com apenas oito cadeiras, não vamos conseguir implementar nada, a não ser com entendimento conjunto com outros partidos. É irrealista dizer que PLP com oito cadeiras vai conseguir introduzir mudanças. Temos que aprender como ouvir e dentro do contexto democrático fazer alguns ajustamentos. É normal", explicou.

O Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o Partido Libertação Popular (PLP) e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) assinaram na semana passada um acordo para a criação de uma Aliança de Maioria Parlamentar (AMP) que quer ser alternativa governativa se o programa do Executivo for chumbado e o Governo cair.

"No fim tem a ver com a vontade de aceitar e sentarmo-nos juntos e introduzir essas mudanças. Não temos condições para avançar, não obtivemos 50% dos votos apenas 10% infelizmente", acrescentou Fidelis Magalhães.

"Para conseguir concretizar o nosso programa, vamos ter que falar com outros parceiros, outros partidos no parlamento e escolher os partidos que demonstram melhor interesse em facilitar, em dar esse espaço político para implementação do nosso programa", disse no parlamento nacional onde desde segunda-feira os deputados estão a debater o programa do VII Governo.

O líder da bancada do PLP referiu que o programa do Governo peca porque querer "reunir o apoio de todos os partidos" porque "o problema com querer incluir tudo é no fim perder o objetivo principal do programa, porque todos os partidos têm programas diferentes".

"Com um programa destes o problema é que o Governo, no fim, não vai conseguir concretizar. Este programa tem apenas um objetivo que é incluir toda a gente sem definir melhor", frisou.

Como exemplo, Magalhães referiu a proposta do Governo para criar quatro novas zonas adicionais de desenvolvimento regional, parecido ao desenvolvimento da Zona Especial de Economia Social de Mercado (ZEESM) que já está em curso no enclave de Oecusse.

"Dizem que nisso é parecido com programa do PLP sobre polos de desenvolvimento, mas tem algumas diferenças porque o programa do PLP não vê os polos de desenvolvimento com extensão ou cópia da ZEESM. Diz que são programas parecidos com o programa inicial do PLP mas inspira-se no ZEESM", disse.

Fidelis Magalhães afirmou que o Governo tem dito que vai dar continuidade ao programa do anterior Governo, liderado pelo CNRT, assim o PLP prefere dialogar diretamente com o CNRT.

"Nós preferimos ver a possibilidade de negociar entre os dois, que reuniram condições para avançar. Se vier um partido que diz: 'tenho um programa de outro partido', então é melhor o PLP trabalhar com o programa do outro partido", disse.

"A capacidade num país democrático é a capacidade de procura de entendimento comum. A nosso ver, até o CNRT demonstrou alguma sensibilidade e vontade de facilitar as nossas políticas", disse.

Instado a comentar o facto do PLP defender mudança e o CNRT defender continuidade, e de ambos contestarem o programa do Governo assente no principio de continuidade e mudança, Fidelis Magalhães disse que "há vários tipos de mudanças".

Em termos conceptuais, o PLP defende "uma mudança racional baseada nos recursos identificados" e que vai "haver diferenças" no programa que a aliança poderá vir a negociar, face ao apresentado pelo Executivo, explicou.

"O importante é um apoio do parlamento para implementar o próprio programa", disse.

O deputado escusou-se a confirmar se a oposição vai apresentar uma moção de rejeição ao programa do Governo, explicando que "o processo de debate ainda está em curso. Os deputados têm que aprovar duas moções de rejeição para o Governo cair.

"Não me cabe dizer o que os deputados vão votar e se vai haver uma votação. Aqui estamos para a concertação política. Estamos numa magna sala e temos todas as condições para nos aproximarmos. Estamos num espaço aberto, a gente fala, vamos aqui tomar um cafezinho juntos", disse.

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