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PM do Iraque diz que referendo de independência curda "faz parte do passado"

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, disse hoje que o referendo de independência do Curdistão "terminou e faz a partir de agora parte do passado" à semelhança "do seu resultado".

Abadi fez do abandono do resultado desta consulta -- uma vitória massiva do 'sim' -- uma condição prévia para a abertura de um diálogo com a região autónoma do Curdistão iraquiano, antes de desencadear no domingo operações militares para restaurar a autoridade do poder central nas zonas em disputa no país.

"A autoridade central deve impor-se em todo o Iraque (...) pretendo ser justo com todos os cidadãos", acrescentou, para recordar que "não é justo que a autoridade central esteja presente em Bassorá, Salaheddine e Mossul, e não o esteja no Curdistão".

Haider al-Abadi apelou ainda ao diálogo na base da "parceria no interior de um único país". "Devemos entender-nos no quadro das Constituição (...) ocorreram más práticas no passado, queremos corrigir essas práticas que nos conduziram a esta situação".

Em paralelo, o presidente do Curdistão, Massoud Barzani, assegurou que fará "o que seja necessário" para proteger e preservar a estabilidade desta região autónoma do Iraque, após as forças de Bagdad terem recuperado o controlo da província de Kirkuk.

"Asseguramos ao povo do Curdistão que faremos todos os esforços e que seja necessário para preservar os nossas conquistas e proteger a segurança e a estabilidade do povo do Curdistão", assegurou em comunicado o líder curdo iraquiano.

Barzani precisou ainda que após a retirada dos 'peshmerga' face ao avanço das tropas iraquianas, os primeiros vão colocar-se nos "pontos de contacto" estabelecidos antes da ofensiva para expulsar o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) da cidade iraquiana de Mossul em 2016.

Forças iraquianas assumiram na segunda-feira o controlo da sede do governo de Kirkuk, no norte do Iraque, e começaram a içar a bandeira iraquiana nos edifícios estatais daquela província disputada.

Estas movimentações acontecem depois das tropas conjuntas iraquianas terem avançado na noite de domingo com uma ofensiva para "impor a segurança" em Kirkuk, zona administrada pelos curdos desde 2014.

Rica em petróleo, a cidade de Kirkuk é um dos principais focos de discórdia entre Erbil (capital do Curdistão iraquiano) e o governo federal de Bagdad.

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