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PM May pede processo mais eficaz para queixas de assédio sexual no parlamento

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

A primeira-ministra britânica, Theresa May, pediu hoje ao presidente do parlamento britânico mudanças nas regras e procedimentos nos casos de denúncia de assédio sexual, depois de informações dando conta de dezenas de casos.

Numa carta dirigida ao presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, Theresa May afirma que os atuais procedimentos disciplinares não são suficientes uma vez que os membros do parlamento não têm de os seguir.

"É fundamental que os funcionários e o público confiem no parlamento e a resolução desta irregularidade de forma suprapartidária pode ter um papel importante" para alcançar esse objetivo, escreveu a primeira-ministra.

Para May, o atual sistema para apresentar queixa não é eficaz, porque os deputados não são obrigados a acatar as decisões, e é injusto para os funcionários, em muitos casos jovens no seu primeiro emprego.

"Penso que esta situação não pode continuar a ser tolerada", escreveu.

A questão deve ser discutida hoje na Câmara dos Comuns, uma vez que a deputado e antiga governante conservadora Anna Soubry pediu uma declaração urgente da ministra dos Assuntos Parlamentares Andrea Leadsom sobre o que deve ser feito para garantir que as queixas de comportamento impróprio ou assédio têm o seguimento adequado.

Soubry disse à BBC Radio 4 que na Câmara dos Comuns não há "uma cultura" de assédio, mas "há problemas" que têm de ser resolvidos.

"Muitos de nós estão fartos do nível de abuso misógino", disse, argumentando que o sistema não protege as vítimas.

O sistema atual assenta numa linha telefónica para denúncias e um serviço de aconselhamento para os deputados e funcionários, mas o sistema não abrange os assessores dos deputados, diretamente contratados pelo gabinete do eleito.

Nos últimos dias, foram divulgadas alegações de assédio sexual por parte de pelo menos quatro deputados, um deles membro do governo, acentuando a pressão sobre o executivo e o parlamento para tomarem medidas.

Um dos casos envolve o secretário de Estado do Comércio Internacional, Mark Garnier, que terá dado uma alcunha de caráter sexual à sua secretária e lhe terá pedido que comprasse dois vibradores.

O secretário de Estado e deputado conservador admitiu os factos, mas afirmou ao Daily Mail considerar que "isso não é de todo assédio sexual".

O antigo ministro conservador Stephen Crabb admitiu no domingo ter enviado "mensagens explícitas" a uma jovem de 19 anos que entrevistou para um emprego em 2013. Crabb demitiu-se em 2016 devido a um incidente do mesmo género.

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