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PM são-tomense diz que não haverá problemas na paridade entre a nova moeda e o euro

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/08/2017 Administrator

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada garantiu hoje que o lançamento das novas notas da moeda nacional, a dobra, "não trará problemas" à paridade com o euro.

"No que diz respeito à paridade não haverá problema, nem com a inflação nem com as questões ligadas a desvalorização", disse Patrice Trovoada, sublinhando que "a paridade mantém-se".

O primeiro-ministro explicou que a alteração irá verificar-se "simplesmente na apresentação facial da nota que vai permitir um melhor manuseamento e uma maior segurança".

"Quanto ao câmbio fixo com o euro eu penso que isso tem a ver mais com a nossa capacidade de continuarmos a manter a estabilidade macroeconómica, o nível das reservas e isso tem sido acautelado, quer pelo Banco Central quer pelo Ministério das Finanças", acrescentou Patrice Trovoada.

O governante recordou que as notas em circulação já têm mais de uma década e "têm sido objeto de muitas tentativas de fraude", pelo que a colocação no mercado de novas notas e moedas vai "trazer mais segurança essencialmente ao sistema e vai facilitar as transações".

Patrice Trovoada presidiu hoje à cerimónia do lançamento das novas notas, realizada no dia em que Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) celebra o 25.º aniversário da sua institucionalização.

As novas notas e moedas da Dobra entram em circulação dentro dos próximos quatro meses, mas o chefe do executivo são-tomense apelou para a necessidade de se "insistir muito" no esclarecimento dos cidadãos e ainda para que se adotem cautelas "para que no momento de mudança não haja pessoas que tentam provocar a inflação".

As novas moedas e notas terão menos três zeros e o governador do BCSTP acredita que esta terceira reforma monetária tornará a moeda são-tomense "mais forte".

"Após 25 anos do crescimento do setor financeiro são-tomense, a expansão dos serviços e produtos financeiros, a evolução do sistema de pagamento nacional é bastante visível e apreciada por todos", considerou o primeiro-ministro.

O governador do Banco Central, Hélio Almeida, sublinhou que nos últimos sete anos a política monetária são-tomense tem sido orientada para a salvaguarda da estabilidade do câmbio fixo entra a dobra e o euro, para assegurar a estabilidade cambial do país "com ganhos visíveis, tanto em matéria de convergência nominal como de estabilidade da moeda nacional".

"A inflação continua a sua tendência para mínimos históricos, sugerindo uma clara vantagem comparativa no contexto regional", explicou Hélio Almeida, acrescentando que se "trata de um ativo que pode ser consolidado e maximizado com a mudança de paradigma de uma economia vocacionada para a produção interna e exportação em prol da melhoria do ambiente de negócios".

O governador do BCSTP reconhece que há um "longo caminho a percorrer", sobretudo em matéria de convergência do setor bancário com padrões internacionais, e espera que o progresso registado no sistema financeiro nacional "faça maior diferença na vida de cada são-tomense".

Hélio de Almeida lembrou que há 40 anos que a dobra tem sido instrumento de troca, meio de pagamento de reserva de valor, e nos últimos 25 anos se tornou uma das principais variáveis utilizadas pelo BCSTP no processo de identificação de um quadro sólido para o funcionamento da economia, por isso "se torna necessário assegurar a sua estabilidade"

O governador do BCSTP alertou que a atual série de notas e moedas da dobra está em circulação há mais de duas décadas, situação que considerou comportar "elevados riscos para o país fruto do desajuste do valor facial das notas e a realidade económica e do aumento considerável dos casos de contrafação".

A nova dobra vai passar a ter seis denominações de notas e cinco de moedas.

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