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Polícia brasileira faz detenções e desmantela rede de corrupção no setor dos transportes

Logótipo de O Jogo O Jogo 03/07/2017 Administrator

A polícia brasileira realizou hoje nova operação ligada à investigação de corrupção envolvendo empresas de transporte público no estado do Rio de Janeiro, que este domingo tinha já levado à detenção de um empresário que viajava para Portugal.

A polícia brasileira informou em comunicado que a operação desta segunda-feira envolveu cerca de 80 policiais que cumprem nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A operação foi antecipada porque o empresário Jacob Barata Filho, que controla várias empresas de autocarros no Rio de Janeiro, foi preso no último domingo no Aeroporto Internacional Tom Jobim poucos minutos antes de embarcar para Portugal.

O jornal Folha de S.Paulo informa que foi apreendido com ele um ofício encaminhado pelo Banco Central à Justiça brasileira sobre a quebra de sigilo de investigados na Operação Lava Jato, que apura casos de corrupção na Petrobras e em outros órgãos públicos do país.

Assim, a polícia brasileira desconfiou que o empresário tinha informações sobre as investigações e tentou fugir para Portugal, onde mantém uma série de negócios.

Já os advogados de Jacob Barata Filho afirmam que ele ia fazer uma viagem de rotina à Lisboa, cidade para a qual faz viagens mensais.

Segundo as autoridades brasileiras, entre 2010 e 2016 foram pagos 260 milhões de reais (69,3 milhões de euros) em subornos a políticos e funcionários que fiscalizavam empresas ligadas ao setor dos transportes.

As investigações encontraram indícios de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, recebeu 122 milhões de reais (32,5 milhões de euros) neste esquema de corrupção.

Sergio Cabral está preso desde o ano passado, acusado em mais de uma dezena de processos sobre esquemas de corrupção que são investigados no âmbito da operação Lava Jato.

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