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Polícia israelita expulsa imprensa internacional da Esplanada das Mesquitas

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/07/2017 Administrator

A polícia israelita expulsou a imprensa internacional das imediações da Esplanada das Mesquitas, em cujas imediações se congregaram hoje centenas de fiéis muçulmanos para rezar em protesto pelas restrições de acesso e novas medidas de segurança.

A agência espanhola EFE noticiou que uma das suas equipas de reportagem viu a polícia israelita a empurrar para fora do local vários jornalistas de várias nacionalidades.

Além disso, os agentes israelitas também impediram a imprensa internacional de entrevistar muçulmanos que oravam nas ruelas próximas da Esplanada, e proibiram fotos quer do local quer do forte dispositivo de segurança na zona.

O gabinete de imprensa do governo israelita assegurou nos últimos dias que tinha dado instruções à polícia para que facilitasse o trabalho dos jornalistas internacionais devidamente acreditados, sempre que não estivesse em causa a "manutenção da ordem pública".

Para chegar aos arredores do local, cada pessoa tinha de passar por diversos controlos policiais. A EFE sublinha que apesar de a imprensa não ter acesso ao local, a polícia estava a deixar passar turistas.

Hoje de manhã, o governo israelita manteve a decisão de não retirar os arcos detetores de metais que instalou nas entradas do complexo de Al Aqsa dois dias depois de um atentado a tiro, na sexta-feira passada, que resultou em cinco mortes.

As autoridades israelitas salientam que os detetores de metais e as câmaras instaladas visam evitar novos ataques do mesmo estilo, mas os muçulmanos entendem que estes dispositivos violam o "status quo" do local sagrado.

Hoje, sexta-feira (dia de oração muçulmana), apenas podem entrar na entrada na mesquita de Al Aqsa homens com mais de 50 anos, segundo uma ordem policial.

Ao longo da manhã registaram-se incidentes perto da Porta de Damasco, incluindo empurrões e confrontos enquanto a polícia impedia o acesso a jovens palestinianos.

O recinto, situado em território ocupado, é um dos pontos mais explosivos do conflito israelo-palestiniano. Acolhe a mesquita de Al Aqsa e a Cúpula da Rocha e é o terceiro mais importante local sagrado do Islão. Já para o Judaísmo, o local é conhecido como Monte do Templo e é o mais importante local sagrado.

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