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Polícia matou 35 das 37 vítimas mortais após as eleições de agosto no Quénia

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

A polícia queniana matou 35 das 37 vítimas mortais nas violências que se seguiram às eleições gerais de 08 de agosto, indicou hoje a Comissão Nacional dos Direitos Humanos queniana (KNCHR), denunciando "um uso excessivo da força".

Os diferentes balanços da violência após as eleições, que foram entretanto anuladas pelo Supremo Tribunal por irregularidades, não ultrapassavam até agora os 24 mortos, em relação aos quais pouco se sabia.

Num relatório de 262 páginas sobre os direitos humanos nas eleições, a KNCHR, prevista na Constituição queniana, estima que 35 pessoas foram mortas entre 09 e 15 de agosto pela polícia. As restantes duas mortes deveram-se a "agressões por civis".

A comissão atribui a esmagadora maioria das mortes a um "uso excessivo da força" pela polícia na repressão de manifestações ocorridas sobretudo nos bastiões da oposição, após os seus dirigentes terem denunciado uma fraude eleitoral na noite de 08 para 09 de agosto.

A polícia utilizou na altura gás lacrimogéneo e balas reais.

Sete dos mortos são menores, entre os quais se encontra um bebé de seis meses que não resistiu aos ferimentos após ter sido espancado por polícias que invadiram a casa da sua família durante manifestações noturnas em Kisumu (oeste).

As restantes vítimas são principalmente homens, entre os 20 e os 45 anos. Além dos manifestantes, entre os mortos estão quenianos atingidos por balas perdidas ou devido a problemas respiratórios provocados pelo gás lacrimogéneo.

"A comissão não pode determinar se o uso da força pelas forças de segurança foi premeditado e dirigido, mas a nossa análise mostra claramente que a maioria das vítimas pertence à mesma comunidade étnica e vem" de bairros da lata, indicou a KNCHR no seu relatório.

A esmagadora maioria das vítimas referidas no relatório foi morta no oeste do Quénia ou nos bairros da lata de Nairobi, bastiões do opositor Raila Odinga e da sua etnia luo.

Odinga condicionou a sua participação na repetição das eleições, a 26 de outubro, a uma reforma profunda da Comissão Eleitoral e a oposição tem vindo a organizar manifestações com esse objetivo às segundas-feiras e sextas-feiras nas duas últimas semanas.

Durante a violência pós-eleitoral de 2007-2008, a polícia foi acusada por pelo menos um terço das cerca de 1.100 mortes.

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