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População é contra e Airbnb vai continuar a ser ilegal em Macau -- Serviços de Turismo

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/09/2017 Administrator

A diretora dos Serviços de Turismo de Macau disse hoje que a população é contra a plataforma 'online' Airbnb e que este tipo de serviço de arrendamento de casas ou quartos vai continuar a ser ilegal.

Helena de Senna Fernandes, que falava numa conferência de imprensa após a abertura da feira de turismo da Associação de Turismo da Ásia-Pacífico (PATA, na sigla inglesa), disse existir em Macau, há vários anos, um problema com as pensões ilegais.

"Nesta altura [o Airbnb] é ilegal. Temos um problema com o alojamento ilegal", sublinhou, explicando que o problema é anterior ao início de atividade da plataforma 'online'.

Senna Fernandes observou que os serviços de arrendamento de casas ou quartos por curtos períodos de tempo são por vezes usados para atividades ilícitas e criminosas.

"Muitas destas transações comerciais têm acontecido em áreas próximas dos casinos e muitas das pessoas que usam este tipo de alojamento também estavam envolvidas em atividades ilegais ou até criminosas e é por isso que a população de Macau é bastante contra este conceito", disse.

"Tudo isto causou muitos problemas em muitos edifícios de apartamentos. Fizemos dois inquéritos em 2014 e no ano passado e os resultados de ambos não são a favor de usar casas privadas para alojamento em Macau por causa das dificuldades causadas aos residentes", acrescentou.

Senna Fernandes argumentou que "com atividades ilegais a acontecer, ainda não é a altura adequada" para legalizar.

"Por isso, temos de chegar a um consenso antes de podermos impulsionar estes novos conceitos. (...) Como não é da aceitação geral da população, vamos continuar a monitorizar", acrescentou.

A diretora dos Serviços de Turismo acrescentou que atualmente Macau tem mais de 600 quartos disponíveis no alojamento económico e que "há soluções legais".

"Eles podem ir à Direção de Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) e pedir uma alteração (...) e obter uma licença para operarem como 'guest house'", referiu.

Helena de Senna Fernandes falava depois de o diretor executivo da PATA, Mario Hardy, ter dito que a organização apoia os novos conceitos de negócio na hotelaria.

"Nós somos a favor da economia partilhada. O Airbnb é nosso membro há duas semanas (...) Claro, é competição, mas colocando o meu chapéu de homem de negócios, diria que é preciso ser criativo se queres competir com eles", afirmou.

"Acho que há espaço para ambos [os negócios] na maior parte dos destinos", acrescentou.

Mario Hardy defendeu que estes novos conceitos devem ser regulados.

"Deve o Governo regulá-los? Absolutamente. Será que devem pagar impostos? Absolutamente. Tem de haver uma competição justa. Mas em termos da operação propriamente dita dos serviços é preciso que a hotelaria seja criativa e crie novos conceitos", concluiu.

Macau tem atualmente 103 hotéis em funcionamento. Segundo dados divulgados hoje por Senna Fernandes, os Serviços de Turismo têm em curso cerca de 20 pedidos de licenciamento, a maioria (17) de hotéis económicos. Há três pedidos de licenciamento para hotéis de cinco estrelas, um para a categoria de quatro estrelas, e dois para três estrelas.

A feira de turismo da PATA, que decorre pela terceira vez em Macau, depois das edições de 2005 e 2015, termina na sexta-feira.

Macau é membro da PATA desde 1958. A associação dedicada à promoção da indústria de turismo e viagens na Ásia Pacífico foi fundada em 1951 e tem, entre os seus membros, 95 entidades governamentais de turismo, 29 companhias aéreas internacionais, aeroportos e operadores de cruzeiros, 63 instituições de ensino de turismo e centenas de companhias de turismo da Ásia Pacífico.

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