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Porto de Leixões sem impacto de greve dos estivadores - Administração

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/07/2017 Administrator

A Administração do Porto de Leixões garantiu hoje que a estrutura está a funcionar "dentro da normalidade" e as operações dos navios estão a realizar-se sem qualquer adesão à greve dos estivadores nos terminais de contentores.

"O porto de Leixões está a funcionar dentro da normalidade sem interrupções nas operações dos navios. Nos terminais de contentores não se verificou nenhuma adesão à greve", referiu a administração do porto de Leixões em resposta escrita a uma questão da agência Lusa acerca dos efeitos da greve dos estivadores.

Nos terminais de carga geral e granéis "houve sete trabalhadores que fizeram greve, num universo de mais de uma centena de trabalhadores, mas sem qualquer impacto na actividade portuária", acrescenta.

No final da manhã, o presidente do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) referiu que a greve dos estivadores nas horas ímpares, que implica uma paragem do trabalho de hora a hora, estava a paralisar os portos de Setúbal, Lisboa, Figueira da Foz, afetando também Leixões.

"Há portos onde representamos a totalidade dos trabalhadores, como o caso de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz, e estão completamente parados nessas horas, no caso de Leixões e Caniçal [na Madeira] estão praticamente parados", disse à agência Lusa António Mariano.

Acrescentou que, mesmo nas estruturas em que o sindicato não abrange a totalidade dos profissionais "o efeito sobre as operações é enorme".

A greve começou às 08:00 de hoje e prolonga-se até às 08:00 de terça-feira, durante as horas ímpares, ou seja, os estivadores trabalham uma hora, por exemplo das 08:00 às 08:59, e param na seguinte.

Os estivadores divulgaram um manifesto sobre as "situações gritantes que estão a viver-se em alguns portos, especialmente em Leixões e Caniçal", lembrou o presidente do sindicato.

"Desde que os trabalhadores desses portos começaram o processo de sindicalização no nosso sindicato, as perseguições têm sido inúmeras e de várias formas, desde ameaças a substituição desses [profissionais] por outros, prejuízos nos [seus] salários, ameaças de despedimento, impedimento de participação em plenários", relatou.

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