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Portugal e Espanha em projeto que procura respostas para o Alzheimer e o cancro

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/08/2017 Administrator

Cerca de 150 investigadores portugueses e espanhóis integram um projeto que visa criar soluções de biotecnologia focadas no diagnóstico e no tratamento de doenças associadas ao envelhecimento, como o Alzheimer, o Parkinson e o cancro.

O objetivo principal do IBEROS, liderado pela Universidade de Vigo, em Espanha, passa por "potenciar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação, dirigida a um envelhecimento saudável", disse à Lusa Goreti Sales, coordenadora do BioMark/Sensor Research, centro de investigação do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), um dos parceiros deste projeto.

Constituído por oito universidades da Galiza e do Norte de Portugal, o projeto terá a duração de 27 meses, período no qual os envolvidos vão procurar responder a alguns dos principais problemas de saúde decorrentes do avançar da idade, como dificuldades de locomoção, degeneração neurológica e distúrbios no sistema vascular.

De acordo com a investigadora, o BioMark/Sensor Research vai colaborar no contexto dos biomateriais e da nanotecnologia, área na qual se tem vindo a especializar, tendo como foco o desenvolvimento de novos dispositivos para o diagnóstico do cancro, das doenças cardiovasculares e do Alzheimer.

"O desenvolvimento científico e a melhoria dos cuidados de saúde têm feito aumentar a esperança média de vida", tendência que tem "sido acompanhada pelo aumento das patologias associadas à idade", referiu o ISEP, numa nota informativa sobre o projeto.

Embora a bioengenharia seja uma área científica "relativamente recente", tem "um potencial imenso de aplicabilidade na saúde individual e coletiva", disponibilizando próteses e implantes, eletrónica aplicada à monitorização de pacientes, telemedicina ou tratamento de imagens médicas para diagnóstico, lê-se ainda no comunicado.

"Estar integrado num grupo tão alargado, heterogéneo e especializado, que inclui médicos, engenheiros, físicos e biólogos, permite levar a cabo uma investigação muito mais completa, que contempla os mais diversos quadrantes da área da saúde e permite desenvolver mecanismos e soluções adequadas a cada um dos principais problemas de saúde associados ao envelhecimento", concluiu Goreti Sales.

O IBEROS conta ainda com a colaboração da Universidade do Minho, da Universidade Católica Portuguesa, do Instituto de Investigações Marítimas de Vigo, do Instituto de Investigação Biomédica da Corunha, da Universidade de Santiago de Compostela e do Instituto de Engenharia Biomédica.

Este projeto é financiado em cerca de dois milhões de euros pelo Programa Intererreg 2014-2020, que promove a cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha.

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