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"Portugal poderá ser praticamente imparável no Mundial"

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/06/2017 Alcides Freire
© EPA/Valda Kalnina

No México, primeiro adversário de Portugal na Taça das Confederações, não falta conhecimento e respeito pelo atual campeão europeu. Negrete, que brilhou no Mundial de 1986 com um golo que está entre os melhores de sempre da competição e que lhe valeu até a transferência para o Sporting nesse ano, reconhece potencial à equipa das Quinas para vencer a competição e sonhar já com a prova de 2018.

Portugal é o primeiro adversário do México na Taça das Confederações. Como está a ser encarado este jogo? Há maior respeito por Portugal depois da conquista do Europeu?

- Portugal é uma seleção muito respeitada no México, está ao nível por exemplo da Espanha e de outras grandes seleções. Portugal começa sempre bem estas grandes competições e na minha opinião faz até parte do grupo dos favoritos, até porque sempre teve bons jogadores, um bom sistema, e sempre foi bem orientado. Mas, historicamente, acontecia sempre algo ou ficava a faltar qualquer coisa. Agora, é verdade que chega a esta prova como campeão europeu, deu o salto que lhe faltava.

Referiu que no passado faltava sempre algo à seleção portuguesa. Com o título europeu, já tem Portugal o que lhe falta para se assumir como candidato ao Mundial?

- Ganhar um Europeu é sempre especial e permite que Portugal se apresente no Mundial noutro nível. Haverá inúmeras seleções fortes, mas Portugal chega ao Mundial com outro estatuto. Pode dizer: "Somos os melhores da Europa." Com isso, tem uma confiança absoluta e pode apontar a repetir o exemplo de outros campeões europeus que acabaram por vencer o Mundial, como a Espanha. Ganhar uma competição tão importante como o Europeu dá a qualquer seleção o estatuto de favorito. E, como campeão europeu, Portugal é agora favorito em qualquer competição que esteja presente.

Dessa forma, pode classificar-se Portugal como favorito a ganhar a Taça das Confederações?

- Para começar, temos de pensar em Portugal como favorito a vencer o grupo. Julgo que Portugal, assim como as outras seleções, tem de pensar numa fase de cada vez. Não pode correr, tem de caminhar. Tem de ir devagar. Primeiro, tem de se focar em ganhar o primeiro jogo, que não será fácil [risos], ganhar o grupo, e, depois, sim, pensar em ganhar a prova. Mas é uma competição muito equilibrada. Todas as seleções que estão na prova são equipas de grande nível, com qualidade e que têm naturalmente aspirações a ganhar. E todas pensam nisso. Todas têm grandes equipas e jogadores de topo. É verdade que Portugal chega à Taça das Confederações a viver um grande momento, pois foi campeão da Europa e tem um jogador como Cristiano Ronaldo.

O que poderá Portugal fazer no Mundial se ganhar a Taça das Confederações?

- Será praticamente imparável. Arrisco a dizer que terá mesmo obrigação de ganhar o Mundial, de ser campeão do mundo. Não se ganha um Europeu por acaso e se conseguir o feito de vencer a Taça das Confederações será visto como a seleção com qualidade e responsabilidade de ganhar o Mundial.

O facto de haver vários jogadores mexicanos a jogar no nosso país leva também a um maior conhecimento e curiosidade por Portugal?

- Claro. No México, seguimos muito o campeonato português, porque observamos muito todas as ligas em que atuam futebolistas mexicanos. E, além dos bons jogadores a atuar no país, há também grandes jogadores em várias das principais equipas da Europa. Têm grandes jogadores em diferentes posições. Portugal é sempre encarado com máximo respeito porque tem excelentes jogadores, que estão por todo o mundo e considerados dos melhores, como Cristiano Ronaldo ou até Nani.

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