Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Portugal tem "desafios enormes" para atingir carbono neutro em 2050 - Zero

Logótipo de O Jogo O Jogo 10/10/2017 Administrator

Uma sociedade com toda a eletricidade produzida de fontes renováveis, consumo baseado em produtos locais, domínio dos transportes coletivos e opção de reparar e reutilizar equipamentos é o retrato traçado pela Zero para Portugal neutro em carbono. "Os desafios que se colocam para 2050 são enormes", para chegar a um somatório de carbono zero em Portugal, e "toda a eletricidade tem de ser proveniente de fontes renováveis, à exceção de poucos setores ...

Uma sociedade com toda a eletricidade produzida de fontes renováveis, consumo baseado em produtos locais, domínio dos transportes coletivos e opção de reparar e reutilizar equipamentos é o retrato traçado pela Zero para Portugal neutro em carbono.

"Os desafios que se colocam para 2050 são enormes", para chegar a um somatório de carbono zero em Portugal, e "toda a eletricidade tem de ser proveniente de fontes renováveis, à exceção de poucos setores em que uma pequeníssima parte da energia ainda poderá ser proveniente de combustíveis fósseis", disse hoje à agência Lusa Rita Antunes, da Zero.

A Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, traça o retrato de um país que reduz ou anula todas as emissões de dióxido de carbono relacionadas com a atividade humana, uma meta traçada pelo primeiro-ministro, António Costa, para 2050, aquando da Conferência da ONU para as Alterações Climáticas, em Marraquexe, no ano passado.

Para cumprir este objetivo, na quarta-feira o Governo vai iniciar a elaboração do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, tendo como objetivo a identificação e análise das implicações associadas a trajetórias custo-eficazes de descarbonização da economia.

Além da eletricidade verde, a Zero fala de um consumo "predominantemente local e de produtos com reduzida pegada carbónica", assim como da mobilidade assente no transporte coletivo, de novos materiais, de "um forte investimento" na reparação de equipamentos e o encaminhamento para reutilização e reciclagem, concretizando a economia circular e uma melhoria da qualidade de vida dos portugueses.

"Mais do que dificuldades, a Zero gostaria de falar de oportunidades, o Roteiro de Neutralidade de Carbono é um passo em frente em relação ao roteiro que já existe - o de Baixo Carbono", realçou Rita Antunes.

O novo roteiro pretende perceber quais os caminhos que Portugal pode explorar para chegar a 2050 neutro em carbono.

Portugal "está bastante à frente da maioria dos países de todo o mundo" e a Zero congratula o país e este Governo por este passo no sentido de perceber o que é necessário" para cumprir o objetivo traçado, salientou.

"Os desafios são enormes, mas temos de os enfrentar porque depois do que foi assumido pelo Acordo de Paris, por todos os países das Nações Unidas, temos mesmo de idealizar um mundo sem gases com efeito de estufa", disse ainda a ambientalista.

Para a Zero, o setor da energia é "o primeiro que tem de se descarbonizar" e, nos últimos anos, Portugal já tem em média 60% de energia elétrica de fontes renováveis, mas "isso não basta".

A energia representa a maior componente de emissões, sendo a produção de eletricidade responsável por cerca de 25% do total de emissões (devido ao uso de carvão e gás natural), emitindo o setor dos transportes um valor semelhante.

A floresta é uma área importante para a neutralidade carbónica, já que funciona como sumidouro de dióxido de carbono, porém, em anos de incêndios florestais "muito grandes, como 2003 e 2005, não funciona a favor da redução de emissões, mas sim ao contrário, com a emissão de mais dióxido de carbono para a atmosfera", explicou Rita Antunes.

Além das mudanças para os setores económicos, a neutralidade carbónica também tem efeitos para os cidadãos. "O desafio é conseguir de facto mudar o estilo de vida que não deve basear-se no consumo e pensar na lógica da suficiência, do que é mesmo necessário para viver e ter qualidade de vida", resumiu Rita Antunes.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon