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Posição do Governo de Hong Kong sobre recusa de entrada a ativista mina autonomia -- deputado

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/10/2017 Administrator

Um deputado de Hong Kong acusou hoje a líder do governo de estar a minar o elevado grau de autonomia da cidade ao aceitar a decisão de recusa de entrada de um ativista britânico no território esta semana.

Benedict Rogers, que viveu em Hong Kong durante cinco anos (1997-2002) e é cofundador e vice-presidente da comissão dos Direitos Humanos do Partido Conservador britânico, está no centro de uma disputa diplomática entre o Reino Unido e a China desde que na quarta-feira foi impedido de entrar na região chinesa, sem nenhuma explicação oficial.

A chefe do executivo, Carrie Lam, tem repetido nos últimos dois dias que os assuntos de imigração são da competência do governo de Hong Kong, mas que qualquer pessoa pode ser impedida de entrar na cidade caso Pequim considere tratar-se de uma questão de relações externas.

"Ben Rogers estava a entrar em Hong Kong a título privado, enquanto cidadão do Reino Unido. Ele não estava sob nenhum dever oficial, e ele não estava aqui para tratar de negócios oficiais de qualquer governo estrangeiro. Então, isto é puramente uma questão de imigração", disse hoje aos jornalistas Dennis Kwok, que representa o setor da justiça no Conselho Legislativo (LeGco).

"Enquanto chefe do executivo, nós esperamos que Carrie Lam lute pela autonomia de Hong Kong e não que a mine", acrescentou o deputado do Partido Cívico.

O também deputado e líder do Partido Cívico, Alvin Yeung, disse que a decisão de impedir a entrada de Benedict Rogers prejudica a reputação de Hong Kong enquanto cidade internacional.

"Estamos a enviar uma mensagem errada para o resto do mundo de que enquanto sociedade aberta, enquanto centro financeiro internacional, nós podemos monitorizar pessoas: se elas disserem algo sobre Hong Kong, se elas desejarem [expressar] preocupações sobre a política de Hong Kong serão impedidas de entrar, e isto não é algo que faça bem à sociedade de Hong Kong", afirmou.

Hoje, numa entrevista à Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK), Carrie Lam referiu que não podia excluir a possibilidade de Chris Patten ser impedido de entrar no território onde foi governador.

"Eu não posso excluir qualquer possibilidade, porque as políticas de imigração mudam consoante os casos", disse Carrie Lam quando questionada se pessoas como Chris Patten, que fala sobre os assuntos de Hong Kong, podiam ser impedidas de entrar na região.

Chris Patten foi o último governador do Reino Unido em Hong Kong, entre 1992 e 1997, até à transferência para a soberania chinesa. Visita a cidade com regularidade, participando em fóruns, palestras e seminários, sendo conhecido pelas posições a favor da democratização de Hong Kong.

Pequim disse na quinta-feira que é da sua soberania decidir quem pode entrar em território chinês e que tem a responsabilidade de todas as relações externas relacionadas com Hong Kong.

Segundo a Lei Básica de Hong Kong (miniconstituição), há duas matérias que são da competência do Governo central: as relações externas e a defesa. A imigração é da responsabilidade de Hong Kong.

Hong Kong passou para a soberania chinesa em 1997, sob o princípio "Um país, dois sistemas", ao abrigo do qual o território goza de elevado grau de autonomia e de liberdades e garantias não observadas na China.

As vozes críticas acusam a ação de Pequim, denunciado o que consideram ser a interferência do governo central nos assuntos de Hong Kong com a conivência do governo local.

A sensação de erosão das liberdades na cidade tem sido contestada através de significativos protestos populares e pela oposição, cada vez mais acérrima, dos grupos parlamentares do chamado campo democrático.

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