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PPM vai fazer campanha nacional pela construção de refeitório em escola do Corvo

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/09/2017 Administrator

O deputado único do PPM no parlamento dos Açores vai fazer uma campanha pela construção de um refeitório na escola básica e secundária do Corvo, medida que reivindica há vários anos, foi hoje anunciado.

"Informo esta câmara que a representação parlamentar do PPM e o meu partido iniciarão, logo após as eleições autárquicas - para afastar qualquer suspeita de eleitoralismo - uma campanha nos Açores e no resto do país de mobilização cívica que alerte todas as pessoas de boa vontade para que esta situação ultrajante seja ultrapassada", afirmou Paulo Estêvão, no plenário da Assembleia Legislativa Regional, que decorre na Horta, ilha do Faial.

Na apresentação do projeto de resolução, o deputado prometeu "fazer tudo, mas mesmo tudo" para "acabar de vez com uma situação que discrimina de forma chocante as crianças e jovens da ilha do Corvo".

"Os alunos da ilha do Corvo, mesmo os mais desfavorecidos, não têm direito a usufruir de uma refeição escolar. São os únicos do país a quem não lhes é reconhecido esse direito", adiantou, referindo existir, "inclusivamente, legislação regional e nacional que acautela o fornecimento de refeições escolares aos alunos carenciados durante as interrupções letivas e as férias escolares".

Segundo Paulo Estêvão, "trata-se de uma discriminação que dura há demasiado tempo".

"Os alunos do Corvo são crianças e jovens adoráveis, como todas as outras crianças e jovens do mundo. Vivem na derradeira fronteira entre a terra e o mar. Afastados de quase todos e de muitas coisas. (...) As nossas crianças e jovens são uma espécie de últimos moicanos. A derradeira esperança de sobrevivência de um velho mundo em risco de extinção", acrescentou, frisando que "é por tudo isto que a luta pela construção de um refeitório escolar na ilha do Corvo é tão emblemática e importante".

O deputado salientou que o Governo Regional, do PS, chumbou uma proposta do PPM "para que fosse construído um refeitório escolar e servidas refeições escolares" naquela escola, com 42 alunos, mas "refugiou-se na existência de alternativas cuja existência e viabilidade não se confirmam".

"A injustiça, a indignidade e a exclusão permanecem. Mais uma vez, os alunos da ilha do Corvo iniciam um ano letivo sem direito a usufruírem de refeições escolares", acrescentou, para assinalar que a "injustiça que permanece há 20 anos, tantos quantos o PS está no Governo Regional".

No plenário estava o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, mas como se trata da apresentação de um projeto de resolução o executivo apenas pode fazer perguntas, de acordo com o regimento.

Em julho último, no parlamento regional, Avelino Meneses reiterou que os alunos do Corvo, a mais pequena ilha dos Açores, deverão ter acesso a refeições preparadas e servidas pela Misericórdia local "no início do próximo ano letivo".

Esta solução, encontrada na sequência de "diligências" encetadas pela tutela para ultrapassar um "cenário escasso de soluções e de alternativas" por via da distância e da dimensão do Corvo, é aquela que melhor defende os interesses da comunidade estudantil e garante a qualidade do serviço a prestar, afirmou então o secretário regional, citado numa nota de imprensa do executivo açoriano.

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