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Prémio de direitos humanos do Conselho da Europa distingue juiz turco detido

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O prémio de direitos humanos Vaclav Havel 2017 do Conselho da Europa foi atribuído a Murat Arslan, um magistrado turco detido no seu país, anunciou hoje a organização pan-europeia.

O prémio, no valor de 60 mil euros, distingue o envolvimento de Murat Arslan, que "sempre defendeu a independência da magistratura", segundo o Conselho da Europa.

O antigo membro do Tribunal Constitucional turco foi detido durante as purgas que se seguiram ao golpe de Estado fracassado em julho de 2016, ordenadas pelo Presidente turco, Recep Erdogan.

Arslan presidiu à Associação de Juízes e de Procuradores (YARSAV), uma organização não-governamental crítica em relação ao poder, que foi dissolvida após a tentativa de golpe.

Atribuído na ausência de Murat Arslan, o prémio Havel foi recebido em seu nome por uma representante da associação de Magistrados Europeus pela Democracia e Liberdades (Medel), que tinha nomeado o juiz.

A Medel reúne associações nacionais de magistrados, juízes e procuradores de 15 países europeus.

O Comité de Helsínquia da Hungria, pelas suas atividades no domínio dos direitos humanos, assim como um jesuíta austríaco, o padre Georg Sporschill, que consagrou a sua vida aos mais vulneráveis, estavam entre os três finalistas.

Criado em 2013, o Prémio Vaclav Havel, concedido pela Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, recompensa as ações excecionais da sociedade civil na defesa dos direitos humanos.

No ano passado, a laureada foi Nadia Murad, da minoria yazidi, que tinha sido capturada pelo grupo extremista Estado Islâmico, e uma jovem militante iraquiana dos direitos humanos.

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