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PR/Açores: País está hoje menos crispado -- Marcelo

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/10/2017 Administrator

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que o país está hoje menos crispado do que há cinco meses e disse esperar que a classe política "acompanhe o país e não se crispe muito".

"Acho que o país está menos crispado, acho que as zonas atingidas pelas tragédias estão mais carentes de afetos e não só de afetos, mais do que afetos, mas o país em geral acho que menos crispado", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, onde prossegue a deslocação ao grupo oriental dos Açores.

O chefe de Estado falava aos jornalistas no complexo lúdico e pedagógico "Coriscolância", da Kairós - Cooperativa de Incubação de Iniciativas de Economia Solidária e após ser questionado como estava o país cinco meses depois da primeira deslocação ao arquipélago dos Açores, em junho, quando visitou as sete ilhas dos grupos central e ocidental.

Nessa altura, o Presidente da República declarou na Horta, ilha do Faial, que "o país estava perdido", em termos psicológicos, "carecido de afeto", quando iniciou o seu mandato e que, entretanto, o "universo dos afetos" trouxe "uma viragem política fundamental".

"A mera viragem psicológica, que passou pelo universo dos afetos, foi uma viragem política fundamental", defendeu, considerando que "hoje é impossível fazer política na base apenas da cabeça".

Hoje, interrogado como está a classe política, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar que também acompanhe o país "e não se crispe muito".

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que o país está "sereno" e "tranquilo", mas, "no caso do que se passou nas tragédias, "um país chocado com a tragédia e, por outro lado, os que lá vivem à espera de respostas".

"Espero que venham rápidas", acrescentou.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

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