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PR filipino permite jornalistas nas rusgas contra drogas para refutar alegações de assassínio

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

O Presidente das Filipinas ordenou hoje à polícia que deixe os jornalistas juntarem-se às rusgas contra drogas ilegais de forma a refutar as crescentes alegações de assassínios extrajudiciais, mas avisou os repórteres que poderão ser atingidos por tiros.

O Presidente Rodrigo Duterte anunciou a ordem numa conferência de imprensa depois de uma investigação televisiva do Senado acerca das alegações sobre as quais o chefe da polícia nacional, Ronald dela Rosa, se queixou dizendo que são acusações injustas contra os seus homens.

"Agora, isto é uma ordem: tragam os media e deixem-nos ir primeiro para que apanhem a história do início ao fim. Se os deixarem entrar quando o tiroteio tiver acabado, eles dirão 'Ah, eles descarregaram as armas nos suspeitos", disse Duterte aos jornalistas.

"Se forem atingidos por um tiro, continuarão a acreditar que eles (suspeitos) não têm armas", afirmou o presidente, acrescentando que os jornalistas deverão posicionar-se junto dos polícias durante as rusgas aos esconderijos de suspeitos de tráfico de droga.

As rusgas de Duterte, que deixaram milhares de suspeitos mortos e horrorizaram grupos de direitos humanos, ficaram novamente sob escrutínio depois de um polícia ter atingido a tiro um estudante de 17 anos, Kian Loyd delos Santos, durante uma rusga a uma favela na Metrópolis de Manila, no mês passado.

A polícia afirmou que delos Santos era um traficante de droga que disparou contra os oficiais durante a rusga mas a sua família e outras testemunhas disseram, em investigações oficiais, incluindo no Senado, que ele foi atingido num beco escuro enquanto implorava pela sua vida.

As testemunhas apontaram para provas, incluindo um vídeo de videovigilância de rua, que disseram que mostrava dois polícias a arrastar o adolescente pouco antes dos tiros começarem e ele foi encontrado atingido fatalmente na cabeça, a segurar uma pistola com a sua mão esquerda, apesar de o seu pai ter dito que ele é destro. Os oficiais testemunharam no Senado dizendo que delos Santos não é o homem que está a ser arrastado no vídeo, apesar de várias testemunhas duvidarem dessa declaração.

Três polícias e o seu comandante enfrentam denúncias de assassínio e tortura durante o tiroteio de delos Santos, a 16 de agosto. Entre os protestos, Duterte disse que se os polícias mataram delos Santos serão presos e encontrou-se com os pais do estudante para expressar as suas condolências.

O Presidente foi recentemente mais claro ao avisar os polícias que enfrentarão a lei se cometerem assassínios extrajudiciais. Antes, tinha prometido defender a polícia de ações judiciais e concedeu-lhes perdão presidencial se fossem condenados por quaisquer crimes durante o combate às drogas ilegais.

Após a morte de delos Santos seguiu-se outro protesto aquando do assassínio de Carl Angelo Arnaiz, de 19 anos, que a polícia diz ter matado quando se envolveram num tiroteio depois de ele ter roubado um taxista no mês passado. No entanto, um especialista forense do Governo disse que Arnaiz aparentemente terá sido algemado, torturado e atingido com cinco tiros que causaram a sua morte.

Os pais de Arnaiz afirmaram que ele saiu com um amigo para comprar um lanche durante a noite mas nunca regressou a casa. Encontraram-no numa morgue, 10 dias depois, mas o seu amigo, de 14 anos, continua desaparecido. O funeral de Arnaiz realizou-se na terça-feira.

Duterte sublinhou que a sua administração não tolera assassínios extrajudiciais, apesar de já ter repetidamente ameaçado de morte suspeitos em casos de drogas ilegais.

O Presidente pareceu surpreendido com os protestos acerca das mortes de delos Santo e Arnaiz. "Dois assassínios transformam-se numa política da República das Filipinas", questionou Duterte. "Porque mataríamos os inocentes?".

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