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PR francês recebe patronato e sindicatos para discutir projeto de reforma social

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/10/2017 Administrator

O Presidente francês, Emmanuel Macron, começou hoje a discutir com sindicatos e patronato a segunda fase das reformas sociais que pretende aplicar, nomeadamente, alterações ao fundo de desemprego, num clima tenso devido às primeiras medidas no âmbito do trabalho.

Entre hoje e sexta-feira, Macron recebe no Palácio do Eliseu as organizações patronais e sindicais, numa altura em que estas últimas não conseguem apresentar-se unidas contra as propostas do Governo: algumas têm uma linha mais dura, outras mais conciliadora.

O chefe de Estado retoma o método que lhe permitiu, há quatro meses, fazer passar a sua reforma das leis laborais sem provocar uma vasta contestação social, nomeadamente devido às divisões entre sindicatos: ele próprio abre as negociações na concertação social, passando depois a bola ao primeiro-ministro, Edouard Philippe, e à ministra do Trabalho, Muriel Pénicaud.

Aguarda-se que a proposta de lei esteja pronta em abril.

Estas reformas assentam em temas como a formação profissional ou o fundo de desemprego, o ponto mais sensível.

O clima social em França intensificou-se desde o verão, com protestos de funcionários públicos, uma discussão do orçamento que se espera animada e a convocação de uma nova manifestação a 19 de outubro pela retirada das reformas já aprovadas.

Publicadas em finais de setembro e já em vigor, estas reformas são a primeira parte do projeto social de Macron.

Para a segunda parte, os sindicatos estão preocupados com o que sairá em termos de formação profissional e de fundo de desemprego, segundo disse Véronique Descacq, dirigente da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT), após uma reunião intersindical na segunda-feira.

"Estamos todos de acordo quando dizemos que há preocupação (...), que há muitas incertezas", disse a sindicalista após uma reunião, na qual os sindicatos não conseguiram chegar a acordo para convocar uma manifestação conjunta.

Os sindicatos deverão voltar a reunir-se a 24 de outubro, após as conversações com o executivo.

A reforma do fundo de desemprego é a que concentra mais as atenções, prevendo-se que estenda o sistema aos independentes e aos demissionários, que por enquanto estão excluídos.

"O objetivo é abrir o fundo de desemprego a todos e também que possa ser reformado para lutar contra a precariedade", explicou a ministra do Trabalho.

Os sindicatos, por seu lado, temem que estes novos direitos resultem numa redução do valor dos subsídios.

Sobre a formação profissional, o Governo já prometeu investir 15 mil milhões de euros ao longo de cinco anos e quer simplificar um setor confuso, no qual coexistem numerosas partes interessadas.

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