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PR/México: É preciso ultrapassar "as feridas" de negócio mexicano nos transportes -- Marcelo

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O Presidente da República considera que Portugal e México devem "criar uma parceria" alargada, "ultrapassando as feridas" do investimento mexicano nos transportes do Porto revertido pelo atual Governo, e "olhando para o futuro".

Em causa está a exploração, por subconcessão, da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) que o anterior executivo PSD/CDS-PP atribuiu, em final de mandato, à empresa mexicana Alsa, mas que o atual Governo do PS reverteu logo que entrou em funções, cumprindo uma das condições acordadas com os partidos à sua esquerda.

Em declarações à agência Lusa, numa antevisão da sua visita de Estado ao México, que se vai realizar entre domingo e terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se a este processo como "um episódio pontual" que deixou "feridas", que é preciso superar.

Segundo o chefe de Estado, as autoridades dos dois países devem empenhar-se em "criar uma parceria - e não apenas subir o comércio, não apenas subir o investimento português lá e o investimento mexicano cá -, ultrapassando as feridas que resultaram de um episódio pontual relativamente a um investimento mexicano nos transportes em Portugal, mas olhando para o futuro".

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a sua deslocação ao México "tem certas justificações", e que "a primeira justificação é levar mais longe o relacionamento institucional, político, e até pessoal, entre os Estados e, neste caso, os chefes de Estado".

O Presidente da República referiu que esteve pela primeira vez com o Presidente dos Estados Unidos Mexicanos em setembro do ano passado, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a copresidir a uma mesa redonda sobre fluxos migratórios.

"Pude privar pela primeira vez com o Presidente Peña Nieto, e surgiu uma empatia natural", relatou, defendendo que "isso é importante para as relações entre os dois Estados e os dois povos".

Marcelo Rebelo de Sousa e Enrique Peña Nieto estiveram novamente juntos em outubro, na 25.ª Cimeira Ibero-Americana, em Cartagena das Índias, na Colômbia, onde voltaram a partilhar o palco, num encontro empresarial que reuniu os presidentes dos países da Aliança do Pacífico.

A Aliança do Pacífico é um bloco comercial criado em 2012, constituído por México, Peru, Colômbia e Chile, a favor do comércio livre e considerado concorrente do Mercosul, que existe desde 1991, atualmente composto por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, mais conotado com o protecionismo económico.

O México faz também parte do Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), com os Estados Unidos e o Canadá - que o atual Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende rever -, e tem um Acordo de Parceria Económica, de Concertação Política e de Cooperação com a União Europeia, que está em renegociação.

O chefe de Estado disse à agência Lusa que "essa parceria vai avançada" e que "Portugal tem sido um grande aliado do México" nesse processo.

"E o México sabe que conta connosco nessa negociação. Portanto, também isso é importante para o México e é importante para Portugal", acrescentou.

Questionado sobre a visita que a chanceler alemã, Ângela Merkel, fez ao México em junho passado, o Presidente da República apontou-a como um sinal do que aquele país representa para a União Europeia.

"O México é, de facto, uma economia pujante e uma sociedade muito, muito importante no quadro da América Latina, e mesmo em termos universais. Por outro lado, não podemos esquecer que temos em comum pontos muito importantes: a defesa do livre comércio, a inexistência de barreiras, a sensibilidade às alterações climáticas", salientou.

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