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PR timorense pede oportunidade para VII Governo mostrar do que é capaz

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

O Presidente da República timorense fez hoje um apelo à oposição maioritária para que dê "uma oportunidade" ao VII Governo, cujos últimos membros foram hoje empossados, para mostrar do que é capaz, num ambiente de "unidade e diálogo".

"O VII Governo Constitucional e o país merecem ter uma oportunidade para mostrar que nós somos capazes. Por isso apelo ao Parlamento Nacional e aos cidadãos para lerem o programa do Governo e darem ao país oportunidade para continuarmos a melhorar os níveis de desenvolvimento da nossa sociedade", disse hoje Francisco Guterres Lu-Olo.

"As condições de vida não melhoram com palavras ásperas. Melhoram com empenho, com trabalho e com estabilidade na sociedade", afirmou, depois de dar posse aos cinco últimos membros do executivo que está em funções desde 15 de setembro.

Além da ministra da Justiça, Ângela Carrascalão, e do ministro do Turismo, Manuel Vong, tomaram ainda posse Sara Lobo Brites, como vice-ministra do Plano e Finanças, Rui Meneses da Costa, como vice-ministro do Turismo e Adaljiza Magno como número dois dos Negócios Estrangeiros.

Lu-Olo falou numa altura em que o Governo minoritário defende no Parlamento Nacional o programa do executivo que a oposição maioritária tem contestado e que pode ser chumbado com eventuais moções de rejeição.

O Presidente da República afirmou que o executivo foi criado de forma "prudente e sensata", procurando "unidade e abraçar quadros de qualidade, sem excluir ninguém do desenvolvimento nacional", com o primeiro-ministro a manter uma postura "empenhada, dialogante e experiente" na "busca de uma solução estável" para o país.

"O país deseja a participação de todos e a estabilidade é necessária para avançarmos os projetos de desenvolvimento. A maturidade do Estado timorense, apesar de ter só 15 anos, tem origem num processo longo de sacrifício, de resistência nacional e unidade do nosso povo", considerou.

Lu-Olo disse que o tempo de luta contra a ocupação indonésia permitiu aos timorenses aprender a "rejeitar a linguagem que divide e (...) o radicalismo" e que "é positivo fazer compromissos para unir o país".

A oposição, que se constituiu numa Aliança de Maioria Parlamentar (AMP), tem contestado o chefe de Estado por ter dado posse a um Governo minoritário, afirmando que "a minoria não pode mandar na maioria".

No seu discurso Lu-Olo pediu aos seus compatriotas "coragem e persistência" para que se consigam ultrapassar os desafios do desenvolvimento nacional e ao Governo e Parlamento Nacional um reforço da cooperação institucional.

Referindo-se concretamente ao debate do programa do Governo, Lu-Olo destacou os êxitos que Timor-Leste alcançou nos últimos anos, algo que deve "orgulhar e encorajar" todos os timorenses, apesar dos progressos não serem ainda suficientes.

"Temos de continuar a trabalhar, com empenho e persistência, para aumentar a qualidade dos serviços do Estado e alcançarmos as metas que estabelecemos para o desenvolvimento nacional", disse.

Para conquistar o objetivo de "governar para as pessoas", definido no programa, é essencial "combater o isolamento dos sucos mais remotos, criar infraestruturas de qualidade, melhorar o acesso ao ensino e a serviços de saúde com qualidade para todos, melhorar a alimentação, o acesso à energia e à água potável, aumentar a habitação e implementar políticas para ajudar a criar mais oportunidades de emprego".

"Estes são objetivos realizáveis. Pela nossa experiência como país, olhando para o caminho que fizemos desde 2002, podemos afirmar que estes objetivos do programa do Governo são razoáveis. São objetivos realistas", disse Lu-Olo.

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