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Preços baixos das matérias-primas e subida do terrorismo aumentam Risco de África - AON

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/10/2017 Administrator

O risco político do continente africano, analisado pela consultora de risco AON, permanece elevado não só devido ao baixo preço das matérias-primas, mas também por causa do aumento das ameaças terroristas dos grupos armados.

A mais recente edição do Mapa de Risco Político traça um quadro desigual sobre os riscos no continente africano, mas "os níveis de risco por país vão manter-se genericamente altos, reforçados pelas ameaças complexas de grupos militantes como o Boko Haram, Al-Qaeda e ah Shabab", lê-se no relatório, a que a Lusa teve acesso.

"Os baixos preços das matérias-primas vão manter os produtores regionais pressionados, prolongando a fraqueza da atividade económica que empurrou muitas economias regionais para os braços do Fundo Monetário Internacional (FMI)", segundo a mais recente análise ao Risco Político dos países da África subsaariana.

A tendência de radicalização militante "vai manter as necessidades de despesas militares elevadas, pesando no turismo e aumentando a possibilidade de eventos de risco", acrescenta o relatório, notando que "alguns escândalos da dívida em países como Moçambique sugerem que os investidores estrangeiros podem olhar com redobrada atenção antes de emprestarem a outros mercados em regiões de fronteira".

Sobre Moçambique, a AON diz especificamente que "o impasse da dívida vai continuar a potenciar o risco do país, uma vez que os credores privados incorporam o risco no preço" do financiamento e conclui que "a perspetiva global de recuperação lenta para o carvão e gás natural faz prever que o investimento vá aumentar lentamente".

Na avaliação geral do continente, os analistas da AON Financial Solutions, que elaboram o relatório em conjunto com a consultora do economista Nouriel Roubini, lê-se ainda que "entre os produtores de matérias-primas, a lenta subida dos preços do petróleo está a pesar no setor bancário de Angola apesar do processo de desvalorização monetária em curso" num país que tem "um ambiente empresarial que continua muito precário devido ao enorme envolvimento do Governo na economia".

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