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Presença de Portugal na Feira do Livro de Guadalajara é "excelente oportunidade"

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Administrator

A presença de Portugal como país convidado da Feira do Livro de Guadalajara em 2018, no México, será uma "excelente oportunidade estratégica" para divulgar o país e custará cerca de 2,5 milhões de euros, foi hoje anunciado.

O contrato que formaliza a participação de Portugal na mais importante feira do livro da América Latina foi assinado hoje no Palácio da Ajuda, em Lisboa, com a presença dos ministros da Cultura e Negócios Estrangeiros, e do presidente da Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

Aos jornalistas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, explicou que a participação de Portugal implicará um investimento de cerca de 2,5 milhões de euros, que envolverá vários organismos públicos, mecenato e parcerias privadas.

Segundo o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, esta será "uma excelente oportunidade estratégica" para valorizar "a língua e a cultura portuguesas" em várias vertentes, incluindo a científica e a turística.

A participação de Portugal como país convidado da Feira do Livro de Guadalajara em novembro de 2018 acontecerá cinco anos depois de as letras e a cultura portuguesas terem estado em destaque na Feira do Livro de Bogotá, na Colômbia.

Para Augusto Santos Silva, o nível de ambição para Guadalajara é "naturalmente maior", porque esta feira acolhe quase um milhão de visitantes, e a participação portuguesa surge no seguimento de uma estratégia, dos últimos anos, de reforçar a presença de Portugal em eventos semelhantes. Este ano, Portugal foi país tema da Feira do Livro de Madrid.

No entanto, foi há mais de uma década, em 2006, que o Ministério da Cultura, então liderado por Isabel Pires de Lima, formalizou uma candidatura a país convidado de Guadalajara para 2008 e que acabou por não se concretizar.

O ministro da Cultura reconheceu hoje que "sempre houve em Portugal a vontade de participar nessa como em outras feiras". "Com certeza que haverá antecedentes e que os meus antecessores fizeram coisas a esse respeito", disse.

Para o presidente da Feira do Livro de Guadalajara, Raúl Padilla López, é saldada "uma dívida" para com "a grande cultura e para um grande país", já que "praticamente todos os países latino-americanos foram convidados de honra", menos Portugal.

Raúl Padilla Lopez recordou que o escritor José Saramago foi um dos mais entusiastas apoiantes de uma candidatura portuguesa e o Nobel da Literatura que mais vezes esteve na feira.

O programa da participação portuguesa na feira será comissariado por Manuela Júdice.

O ministro da Cultura adiantou que o programa deverá contar com "espetáculos no grande pavilhão da feira, música, artes performativas, espaço de exposições", eventos ligados ao turismo e à economia e uma participação científica na Universidade de Guadalajara.

De acordo com Castro Mendes, está prevista "uma linha especial no orçamento para o apoio à tradução e edição em língua castelhana para editores especificamente da área ibero-americana".

Augusto Santos Silva resumiu as intenções em Guadalajara: "É o país inteiro que queremos mostrar".

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