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Presidente colombiano diz que o Clã do Golfo está pronto a entregar-se à justiça

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou hoje que o gangue de traficantes de droga Clã do Golfo, uma das principais organizações criminosas do país, manifestou vontade de se entregar à justiça.

"No passado dia 03 de setembro recebemos do chefe do Clã do Golfo uma manifestação expressa da vontade de se submeter à Justiça", disse o chefe de Estado, numa cerimónia de tomada de posse de magistrados do Tribunal Constitucional e do Conselho de Estado.

Santos explicou que se trata de um processo apenas jurídico, uma vez que o bando liderado por Dairo Antonio Úsuga David, conhecido como "Otoniel", é considerado um grupo de delinquentes comuns, ou seja sem contornos políticos, como os grupos de guerrilha.

"Trata-se de se submeterem à justiça, não de uma negociação política, algo que eles também queriam. Foi-lhes disto que não havia possibilidade, que não são atores políticos e sim delinquentes. Entregarem-se à lei pode ter alguns benefícios dependendo de várias condições", disse o Presidente colombiano.

Para Juan Manuel Santos, se tal acontecer "também será uma grande notícia para a tranquilidade dos colombianos, porque é uma fonte da violência que ainda resta depois de ter assinado a paz com as FARC", assegurou o governante.

O presidente também destacou o trabalho das forças de segurança do Estado e citou como exemplo a operação da passada quinta-feira, na qual foi abatido o número dois do Clã do Golfo, Roberto Vargas Gutiérrez, conhecido como "Gavilán", em Puerto Plata, uma zona rural do município de Turbo, no departamento de Antioquia (noroeste).

Quanto à proposta do grupo, Santos afirmou que pediu ao ministro da Justiça, Enrique Gil, e o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, "que avaliem esse pedido e tomem as ações pertinentes".

Recordou ainda que as operações contra este grupo de origem paramilitar permitiu ao Estado colombiano confiscar bens num valor superior a 144 milhões de euros e a apreensão de mais de cem toneladas de cocaína.

O líder do gangue confirmou nas redes sociais que o grupo está a negociar com o Governo uma entrega à justiça.

Em vídeo, "Otoniel" disse estar a falar como "comandante geral" das Autodefesas Gaitanistas da Colômbia (AGC) e disse que é sua "firme vontade" que "a paz total se consolide na Colômbia".

O Clã do Golfo, que se dedica principalmente ao narcotráfico e à extorsão, é considerada uma das organizações criminosas mais perigosas do país. Após a assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), é vista pelas autoridades como a maior ameaça para a paz na Colômbia.

O grupo foi formado por ex-paramilitares das milícias de extrema-direita, constituídas sobretudo por grandes proprietários rurais para combater - ao longo de décadas - os grupos de guerrilha de esquerda marxista (como as FARC e o ELC).

A maioria destas milícias foi desmobilizada em 2006, no governo do ex-Presidente Álvaro Uribe (2002-2010). No entanto, logo em seguida vários dos chefes destas milícias juntaram os antigos homens e organizaram gangues de tráfico de droga.

O Clã do Golfo chegou a contar com quase 4.000 homens, mas as últimas ofensivas do Governo reduziram este contingente para cerca de 1.800 homens, segundo o Ministério da Defesa colombiano.

Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de milhões de dólares pela captura do seu líder, "Otoniel".

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