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Presidente da Câmara de Gaia convicto de que Gaianima foi "intencionalmente" extinta

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, disse hoje, em tribunal, estar "convicto" de que a extinção da empresa municipal Gaianima, em 2015, foi "intencional".

"Foi intencionalmente extinta, essa é a minha convicção. A empresa fazia sentido, por isso, e insisto, é o meu entendimento que havia uma premeditação para a sua extinção", afirmou perante o coletivo de juízes do Tribunal de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

O socialista, reeleito para um segundo mandato, assumiu que, quando tomou posse pela primeira vez em 2013, já não foi a tempo de "salvar" a Gaianima, sublinhando que se tivesse assumido a liderança do município um ano antes tinha meios para cobrir os prejuízos da empresa, evitando assim a sua extinção.

A Gaianima, que geria eventos ligados à animação e equipamentos desportivos, foi extinta em 2015, já sob a liderança de Eduardo Vítor Rodrigues, depois de uma auditoria externa revelar um passivo de 14 milhões de euros e casos de violação da lei dos compromissos e de desrespeito pelas regras de contratação pública.

Durante o seu testemunho, Eduardo Vítor Rodrigues recordou que, quando era vereador da oposição, antes de 2013, tinha já informações de que a Gaianima "ia no mau caminho" com base nos relatórios de contas da empresa, no seu conhecimento da vida da mesma e nos eventos que ela ia realizando no concelho.

"Não concordo com a gestão da Gaianima nos últimos anos", vincou.

Na sua opinião, a Câmara de Vila Nova de Gaia, que na altura estava sob a liderança do social-democrata Luís Filipe Menezes, teve meios para cobrir a "integralidade" dos prejuízos e não o fez de forma "intencional", reafirmou.

Eduardo Vítor Rodrigues realçou que as empresas municipais não têm de ser lucrativas, nem sustentáveis, vendo como "plausível" que a Gaianima desse prejuízo, devendo esses ser cobertos pela autarquia.

"O interesse público era suficiente para dizer que hoje gostava de ter a Gaianima", referiu.

Questionando sobre a possibilidade de ser outorgados empreitadas ou eventos sem o conhecimento do presidente de câmara, o socialista foi perentório em dizer que isso é "impensável" porque tinha de passar por ele.

"Houve um silêncio estranho de todas as partes no prolongamento desta situação", entendeu, frisando que a primeira responsabilidade é da câmara por não cobrir os prejuízos e, a segunda, dos administradores ao não exigirem a regularização da situação.

Três ex-administradores da Gaianima acusados de abuso de poder, peculato e infidelidade começaram a ser julgados a 19 de setembro, recusando prestar declarações.

Neste processo, o Ministério Público acusa os arguidos Ricardo Almeida (ex-presidente do Conselho de Administração da Gaianima) e Angelino Ferreira e João Vieira Pinto (ex-administradores) por um crime de abuso de poder e um crime de infidelidade.

Ricardo Almeida e Angelino Ferreira estão ainda acusados, respetivamente, de dois e três crimes de peculato de uso, sendo que os crimes terão sido cometidos em 2011, 2012 e 2013 até à dissolução/liquidação daquela empresa.

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