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Presidente da Câmara de Viseu preocupado com "ameaças de reforço do centralismo"

Logótipo de O Jogo O Jogo 21/09/2017 Administrator

O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), mostrou-se hoje preocupado com "as ameaças de reforço do centralismo" que considera que o próximo quadro comunitário de apoio poderá vir a ter.

"Estamos muito preocupados, não só com a execução deste quadro comunitário de apoio, mas também com a preparação do próximo", afirmou o autarca, durante a cerimónia do Dia do Município.

Segundo Almeida Henriques, "a reflexão apresentada na semana passada pelo Governo para o período pós 2020 é omissa quanto à existência de programas operacionais regionais e muito vaga no capítulo do investimento municipal".

O antigo secretário de Estado adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional lembrou que esta é "uma realidade e um dossiê" que conhece bem.

"Era bom que se clarificasse se vamos ou não ter programas regionais no próximo quadro comunitário de apoio", frisou.

O autarca, que se candidata a um segundo mandato na presidência da Câmara de Viseu, disse que "a ameaça de centralização administrativa de recursos humanos das CCDR (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) em Lisboa" acentua a sua preocupação.

"Será seguramente outra luta para travar. Por Viseu, pela região e pelo país", afirmou.

Durante o discurso, Almeida Henriques mostrou-se também preocupado por a reforma da descentralização ter ficado em "ponto morto".

"A mãe das reformas do Estado está hoje numa espécie de purgatório. Depois de tantas promessas e expectativas criadas, regiões, municípios e freguesias ficaram de mãos vazias. E o país ficou a perder", lamentou.

No entanto, o autarca disse que, no concelho de Viseu, têm sido feitos "progressos justos na descentralização e no fomento da participação dos cidadãos", sendo que esses "não voltam para trás".

O autarca social-democrata disse que "o centralismo do Estado central e o abandono a que votou regiões como Viseu" não tolheu "a vontade nem a ação".

"Pusemos na agenda política nacional os temas fundamentais das infraestruturas de transporte e a fazê-lo numa constelação de vozes do Centro-Norte do país. Não desistiremos. E não desistiremos por razões de justiça territorial e competitividade regional", referiu.

Almeida Henriques reiterou que "não pode ser desvalorizada a necessidade da nova ligação rodoviária em perfil de autoestrada Viseu/Coimbra e da reabilitação do IP3, que tantas vidas tem ceifado", e que "não pode ser esquecida a importância do sistema ferroviário na mobilidade económica e social do Centro-Norte".

"Não pode ser postergada para as calendas gregas a requalificação do ex-IP5 e as ligações aos parques industriais. Não pode ser assim simplesmente sujeita a manobras distrativas irresponsáveis a urgência na requalificação da ligação Viseu/Sátão", acrescentou.

O autarca considerou que o executivo fez o seu papel ao "colocar na agenda estes temas", sublinhando que, "mais do que silêncios comprometidos ou meias explicações, a cidade-região de Viseu precisa de decisões e de ações".

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