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Presidente da ERC defende pacto nos 'media' para salvar sector (C/AÚDIO e VÍDEO)

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/09/2017 Administrator

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Carlos Magno, disse hoje que é necessário um pacto no sector "para salvar a paisagem audiovisual" e a própria democracia em Portugal.

Na abertura do debate "O Estado da Nação dos 'Media'", organizado pela Associação portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), o presidente da ERC comparou o estado do sector dos 'media' em Portugal "a uma espécie de ensaio da orquestra do [filme do] Fellini feito com a orquestra do Titanic".

Perante a crise de transformação do sector para o digital, Carlos Magno disse ser urgente um pacto: "Gostava de dizer que este sector não está para treinadores de bancada, há muitos, é necessário um pacto para salvar a paisagem audiovisual e a democracia", em que estejam presentes os meios, os parceiros destes e ainda o Google, defendeu.

Sobre o papel do regulador, Magno também considerou que é necessário que este se modernize, para "deixar o mundo analógico e entrar no mundo digital".

Magno propôs ainda que se faça uma análise da oferta que os telespectadores têm por dia, em vez de por canal, considerando que em muitos dias haveria a conclusão de que "o regulador não protege o público".

"É altura de todos pensarmos que ainda é possível salvar isto em vez nos atacarmos, de pormos neste debate universidades e outras instituições que podem ajudar a trabalhar o futuro", afirmou.

Carlos Magno considerou ainda que faltam verbas para a modernização de empresas jornalistícas, enquanto indústria criativa e da economia digital, e questionou ainda como está o grupo de trabalho que o Governo disse ter criado para analisar o sector e antecipar o futuro e o financiamento que poderá prestar.

Carlos Magno terminou a sua intervenção a recordar o não avanço, há dez anos, da lei da não concentração da propriedade dos 'media' ou a lei do pluralismo, proposta pelo Governo de José Sócrates, referindo que então as críticas vieram da oposição (foi apenas aprovada pelo PS no parlamento) e de várias entidades e personalidades, que consideravam que a legislação ia prejudicar o mérito e controlar a imprensa.

"A lei contra a concentração dos 'media' foi duas vezes vetada pelo então Presidente da República e com aplauso do senhor comentador político que hoje é presidente", disse, referindo-se a Marcelo Rebelo de Sousa.

Magno mostrou mesmo notícias de jornais de há dez anos, tendo dito que hoje a maior parte dos protagonistas continuam no ativo, isto quando se fala de cada vez mais concentração entre grupos de comunicação social e audiovisuais.

"É a prova de que de facto às vezes perdemos muito tempo e não percebemos o futuro que aí vem", disse Magno.

O mandato do jornalista Carlos Magno como presidente da ERC terminou no final do ano passado, aguardando agora a nomeação do seu sucessor.

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