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Presidente de Moçambique diz que África "não pode hipotecar" desenvolvimento à indústria extrativa

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/08/2017 Administrator

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu hoje que o continente africano não pode concentrar o seu desenvolvimento na indústria extrativa, considerando a diversificação da economia através de parcerias como condição basilar para o combate à pobreza.

"África não pode continuar a hipotecar o seu crescimento e desenvolvimento económicos a fontes limitadas de receitas que dependem exclusivamente das exportações dos recursos naturais de que dispõe na sua forma primária", declarou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi lançou este apelo durante a Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África.

Para Nyusi, concentrar a base económica dos países africanos nos recursos minerais é um risco devido à oscilação no mercado internacional, causada pela "dinâmica normal" da economia mundial.

"Estes são recursos esgotáveis", lembrou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi defendeu que a forma mais indicada para aproveitar os recursos é "promover uma cooperação para agregação de valor", baseando-se na diversificação da economia.

Neste processo, segundo o chefe de Estado moçambicano, o setor privado deverá assumir um papel preponderante no desenvolvimento de projetos de investimento, garantindo, ao mesmo tempo, desenvolvimento tecnológico e transferência do "know-how".

"Uma opção infalível é a participação cada vez mais forte do setor privado, como um parceiro estratégico dos governos no impulso ao crescimento e desenvolvimento", sustentou.

O chefe de Estado moçambicano apontou ainda a manutenção da paz como uma condição para o desenvolvimento do continente, destacando, entre as prioridades de África, o "calar das armas" até 2020.

"Estamos comprometidos com a boa governação, com vista a construção do bem-estar dos nossos povos e o desenvolvimento de parcerias com outros povos, especialmente o Japão ", afirmou o Presidente moçambicano.

"O desenvolvimento de África não deve ser debatido nem conseguido se não tiver a cara da comunidade", declarou Filipe Nyusi, observando que é necessário potenciar as comunidades, fazendo das zonas rurais uma base para o desenvolvimento.

O crescimento do continente, prosseguiu o chefe de Estado moçambicano, será possível com a transformação estrutural das relações económicas tradicionais e dos modelos de produção.

"A nossa grande expetativa, como africanos, é garantir que a interação política formalista e burocratizada seja reduzida e que mais esforços sejam concentrados na conclusão dos nossos projetos", concluiu.

A Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África juntou em Maputo ministros africanos dos negócios estrangeiros e quadros nipónicos para debater os desafios do continente e possibilidades de cooperação.

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