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Presidente do Irão apresenta novo Governo sob criticas de reformadores que o apoiaram

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/08/2017 Administrator

O Presidente iraniano apresentou hoje no parlamento 17 dos 18 membros do seu próximo Governo, composto por ministros veteranos e sem nenhuma mulher, suscitando as críticas dos reformadores que o apoiaram durante a campanha.

Cada ministro deverá obter individualmente a confiança do parlamento, que começará a votar dentro de uma semana. A lista apresentada não inclui o nome da pessoa proposta para o ministério da Educação superior.

"A ausência de mulheres nos postos ministeriais é uma forma de não avançar", declarou ao diário Etemad a vice-presidente cessante, Shahindokht Mollaverdi. Há apenas quatro semanas, ela afirmava esperar "duas ou três mulheres ministras".

Reeleito em maio, o Presidente pretende, segundo os seus próximos, designar diversos vice-presidentes, posto que não necessitam de voto de confiança no parlamento. O governo cessante já incluía três vice-presidentes, mas nenhuma mulher num posto ministerial.

Nas redes sociais multiplicaram-se as críticas contra Rohani, um religioso moderado, acusado de não ter cumprido a promessa eleitoral de reforçar o executivo com mulheres, jovens e representantes das minorias.

"Felicitações pela nomeação massiva de sunitas [menos de 10% da população], de mulheres e de jovens no Governo", ironizou num 'tweet' Hossein Dehbashi, ativo na campanha de Rohani em 2013 mas muito crítico nos últimos anos, e acompanhado nas críticas por outros setores do movimento reformador.

O novo Governo inclui poucas mudanças. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, e o ministro do Petróleo, Bijan Namdar Zanganeh, conservam os seus postos.

Pelo contrário, o general Hossein Dehghan cede o seu posto de ministro da defesa ao seu adjunto, general Amir Hatami, proveniente -- pela primeira vez em 20 anos -- do exército regular e não dos Guardas da Revolução, o seu corpo de elite.

Os ministros da Defesa, das Informações e dos Negócios Estrangeiros são designados em coordenação com o Guia supremo, ayatollah Ali Khamenei, que possui a última palavra na política iraniana.

O gabinete do Guia recordou oficialmente em julho esta regra devido aos seus compromissos "em matéria de política externa e de defesa previstos pela Constituição".

O ministro da Economia, Ali Tayyebnia, não foi reconduzido. Massoud Karbassian, atualmente vice-ministro, foi nomeado para esse posto.

Um deputado já afirmou que "três ministros não vão obter a confiança", referiram os 'media' iranianos.

O ultraconservador Mahmud Ahmadinejad (2005-2013) foi o único desde a Revolução islâmica de 1979 a designar uma mulher para o governo durante o seu segundo mandato. Marzieh Dastjerdi foi ministra da Saúde entre 2009 e 2013.

Os conservadores também reclamavam um rejuvenescimento do gabinete. O governo cessante já tinha a média de idades mais alta desde 1979.

O novo ministro das Telecomunicações e da Tecnologia, Mohammad Javad Azari Jahromi, tem apenas 36 anos, tornando-o no mais jovem ministro do Governo. Mas a média de idades da nova equipa ministerial é de 58 anos, contra 57 para o executivo cessante, assinalou a agência noticiosa Fars.

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