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Presidente do parlamento da Venezuela exige a Governo "verdade" sobre assalto

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/08/2017 Administrator

O presidente do parlamento venezuelano, o opositor Julio Borges, exigiu hoje ao Governo de Nicolás Maduro a verdade sobre a sublevação de um grupo de militares numa base do norte do país, instando-o a não culpar a oposição.

"Queremos saber a verdade, não nos venham com histórias da carochinha, não nos venham com uma caça às bruxas, não venham culpar quem quer simplesmente a vigência da democracia na Venezuela", declarou Borges num fórum denominado "Em defesa da Constituição".

O chefe do parlamento referia-se ao assalto à Brigada 41 de Blindados do Batalhão Paramacay, na cidade de Valencia, no centro-norte da Venezuela, que se saldou num morto, um ferido com gravidade e pelo menos sete detidos.

Para Borges, o que aconteceu com o grupo de militares deve levar o Governo de Maduro a "uma profunda reflexão", porque "é muito claro", na sua opinião, que "as Forças Armadas são um exemplo de um país que quer uma mudança".

Além de Julio Borges, participaram no fórum outros dirigentes, como o vice-presidente do parlamento, também da oposição, Freddy Guevara, que considerou que os acontecimentos de hoje indicam que o mal-estar que se sente no país "chegou aos quartéis".

Henrique Capriles, duas vezes candidato à presidência da Venezuela, disse que "nenhum" dos que participaram no fórum -- entre os quais, a ex-procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, o deputado chavista Eustoquio Contreras e a ex-provedora de Justiça Gabriela Ramírez -- tomarão "as armas" para conseguir a mudança de Governo.

"Nenhum de nós. Não caiamos em mentiras", acrescentou.

As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) da Venezuela imputaram à oposição o ataque à unidade militar cometido, segundo afirmaram, por "delinquentes civis envergando fardas militares".

Em comunicado, o corpo castrense indicou que ocorreu "um ataque terrorista de tipo paramilitar contra a 41.ª brigada blindada do Exército Bolivariano", acrescentando que "um tenente em situação de deserção" participou nos factos.

As FANB, defensoras da revolução bolivariana instaurada no país desde 1999, consideraram o ataque "um 'show' propagandístico, uma fantasia, uma jogada desesperada que faz parte dos planos destabilizadores e da conjura continuada que tem vindo a desenvolver-se para tentar evitar que se consolide o renascimento" da república.

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